quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Comunicar o divórcio aos filhos







Comunicar o divórcio aos filhos – Diretrizes a ter em conta

A decisão de se divorciar é sempre difícil, principalmente se existirem filhos. As mudanças, o começar tudo do zero é sempre muito angustiante. A incerteza do futuro e as mudanças que advêm afetam toda a dinâmica familiar.

Nessas alturas, é possível que todos os envolvidos sintam culpa, raiva, melancolia, fracasso, entre outros, sendo necessário criar condições para que todo o processo decorra da melhor forma para todos, especialmente para as crianças que sofrem muitas vezes mais que os pais, chegando a sentirem-se culpados pela separação dos pais.

As crianças não reagem ou sofrem todas da mesma forma, o que influencia fortemente o seu sentir é sem dúvida o comportamento dos pais durante todo o processo de divórcio. 

Após a decisão de se divorciarem, os pais devem combinar todas as medidas a tomar, antes de falarem com os filhos, tais como, com quem ficam a morar, mudança de escola se for o caso, como as visitas irão decorrer, entre outras, para a criança sentir alguma segurança na sua mudança de rotinas. Reforçando que as mesmas sejam mantidas sempre que possível. 

Comunicar aos filhos essa decisão, só quando existe certeza. Referir que a separação é definitiva e que os pais já não desejam viver juntos e, que eles não têm culpa nenhuma do seu divórcio. 

Reforçar que os pais continuam a amá-los muito deles e que estarão sempre ao seu lado para os ajudar, mesmo vivendo em casas diferentes. 

Conversarem em família para explicar todas as dúvidas sobre as mudanças que irão acontecer, abordando todas as questões de modo sincero e verdadeiro. 

Ter em conta que a compreensão do que é referido depende da idade da criança.

Comunicarem sem acusações e sem atitudes agressivas na frente das crianças. Nunca utilizarem os filhos como forma de atingir o outro progenitor, assim como em nenhum momento devem denegrindo imagem da mãe ou pai. E, não privar as crianças do contacto com qualquer um dos progenitores, porque com isso só prejudicam o seu bom desenvolvimento da criança. 

Oferecer espaço às crianças para expressarem os seus sentimentos e opiniões. Estarem atentos para perceber o sentir e reagir das crianças em todo o processo de divórcio, através da sua comunicação verbal e não-verbal, tais como, sinais de tristeza, alterações de comportamento, birras mais frequentes, queixas de índole física, desinteresse escolar, etc.

O divórcio é entre os progenitores, não entre pais e filhos, como tal a atribuição de culpas e a resolução dos conflitos, devem ser resolvidos enquanto casal e nunca, mas nunca mesmo, as crianças devem ser envolvidas nesta luta, nem privados do contacto com o progenitor que não ficou a custódia, porque isso só compromete o bom desenvolvimento das crianças.