domingo, 23 de novembro de 2014

7 Formas para melhorar a qualidade dos relacionamentos


O que é preciso fazer para manter a qualidade no relacionamento?

Os relacionamentos não são fáceis. É necessário ir construindo e conservando a qualidade do relacionamento para que uma relação flua, sendo também preciso muita perseverança e várias cedências de ambas as partes. 

1- Manter interesses comuns – Após a fase da paixão, é frequente as pessoas sentirem que tem poucos interesses em comum. Contudo, é de extrema importância descobrirem algumas atividades que possam desenvolver juntos. Mantendo contudo, as atividades que cada um gosta de fazer individualmente.

2 .  Andar de mãos dadas ou abraçados ajuda a fortalecer os vínculos- Se estes comportamentos eram habituais na fase inicial do namoro, é fulcral, continuar a proceder da mesma maneira e a tocar afetos sempre que estão juntos.

3.Conversar abertamente sobre tudo, especialmente se existir alguma situação que não decorreu segundo as expectativas - Ajuda a evitar conflitos posteriores e, a aumentar a confiança.

4.Pedir desculpas e aceitar as falhas- apreciar as qualidades do seu par em detrimento das falhas. Realçar as qualidades ajuda a lidar melhor com as imperfeições do seu par.

5.Verbalizar palavras de afeto, dar abraços e beijos - o contacto proporcionado por um abraço, beijo ou palavras ativam na memória sensações prazerosas.

6.Perguntar como foi o dia e, conversar sobre os contratempos que surgiram é uma forma de partilha que ajuda não só a superar melhor as dificuldades, como a fortalecer os laços entre o casal.

7. Ir para a cama ao mesmo tempo e trocar carinhos - é uma maneira de aumentar a cumplicidade, com a partilha deste momento no final de cada dia.



"Alimentar o Amor"


Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha na página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades.Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma «iniciativa», que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Chefes não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Faltam-nos guardiões.É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor — são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.É tão fácil ser rebelde. Pica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou.Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que de quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros.Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»? É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.

Miguel Esteves Cardoso, in As Minhas Aventuras na República Portuguesa