quarta-feira, 4 de março de 2015

O que Distingue um Amigo Verdadeiro



Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas. 

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta. 


Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c. 

Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.»

Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

segunda-feira, 2 de março de 2015

O que é um déjá vu?

Quantos já o experienciaram?


Déjà vu, significa “já visto”, em francês. É a sensação que temos perante uma situação especifica, como se já a tivéssemos vivido, só que numa vivência passada. Muito se tem falado sobre o tema, mas até ao momento, não existe nenhum estudo que demonstre verdadeiramente, qual o motivo para que este fenómeno estranho aconteça, existem no entanto algumas teorias seguidamente abordadas.

Existe quem atribua a este fenómeno um significado místico ou sobrenatural. No entanto, os cientistas questionam se essa sensação estranha não será uma característica psicológica, uma reação neurológica ou uma confusão da mente.

A religião budista, encaram o déjà vu, como sendo o resultado da conexão do cérebro com lembranças ocorridas não só na vida actual das pessoas, como nas vidas anteriores, resultantes de outras encarnações.


Alguns cientistas franceses, afirmam que o déjà vu é o resultado de estímulos elétricos no lóbulo temporal, muito frequente em pessoas com distúrbios neurológicos, como a epilepsia.


A revista New Scientist, em 2007 publicou um estudo feito por cientistas da Universidade de Leed, referindo que o déjà vu, é uma reação natural do cérebro perante estímulos externos. Pelo facto do cérebro humano apresentar sequência de registos infinita, e que ao serem processadas pelas pessoas perante um determinado estímulo externo, tais como, olfativas, auditivas, visuais, sensações, entre outros. Geralmente, no momento em que há um estímulo externo, o cérebro relaciona-o com os registos conscientes da memória. 

Este mesmo estudo, refere que no caso dessa relação não ser possível, o cérebro procura a relações dos estímulos externos com registos de memória reunidos pela pessoa de forma inconsciente. Como consequência, a pessoa experimenta essa sensação de um déjà vu.

Medicamentos para acordar e para dormir



Quando as pessoas dizem que se sentem mal, que é cada vez mais difícil levantar da cama pela manhã, que passam o dia com raiva ou com vontade de chorar, que sofrem com ansiedade e que à noite têm dificuldade para dormir, não me parece que essas pessoas estão doentes ou expressam qualquer tipo de anomalia. Ao contrário. Neste mundo, sentir-se mal pode ser um sinal claro de excelente saúde mental. Quem está feliz e saltitante como um carneiro de desenho animado é que talvez tenha sérios problemas. É com estes que deveria soar uma sirene e por estes que os psiquiatras maníacos por medicação deveriam se mobilizar, disparando não pílulas, mas joelhaços como os do Analista de Bagé, do tipo “acorda e se liga”. É preciso se desconectar totalmente da realidade para não ser afetado por esse mundo que ajudamos a criar e que nos violenta. Não acho que os felizes e saltitantes sejam mais reais do que o Papai Noel e todas as suas renas, mas, se existissem, seriam estes os alienados mentais do nosso tempo.

Olho ao redor e não todos, mas quase, usam algum tipo de medicamento psíquico. Para dormir, para acordar, para ficar menos ansioso, para chorar menos, para conseguir trabalhar, para ser “produtivo”. “Para dar conta”, é uma expressão usual. Mas será que temos de dar conta do que não é possível dar conta? Será que somos obrigados a nos submeter a uma vida que vaza e a uma lógica que nos coisifica porque nos deixamos coisificar? Será que não dar conta é justamente o que precisa ser escutado, é nossa porção ainda viva gritando que algo está muito errado no nosso cotidiano de zumbi? E que é preciso romper e não se adequar a um tempo cada vez mais acelerado e a uma vida não humana, pela qual nos arrastamos com nossos olhos mortos, consumindo pílulas de regulação do humor e engolindo diagnósticos de patologias cada vez mais mirabolantes? E consumindo e engolindo produtos e imagens, produtos e imagens, produtos e imagens?

A resposta não está dada. Se estivesse, não seria uma resposta, mas um dogma. Mas, se a resposta é uma construção de cada um, talvez nesse momento seja também uma construção coletiva, na medida em que parece ser um fenômeno de massa. Ou, para os que medem tudo pela inscrição na saúde, uma das marcas da nossa época, estaríamos diante de uma pandemia de mal-estar. Quero aqui defender o mal-estar. Não como se ele fosse um vírus, um alienígena, um algo que não deveria estar ali, e portanto tornar-se-ia imperativo silenciá-lo. Defendo o mal-estar – o seu, o meu, o nosso – como aquilo que desde as cavernas nos mantém vivos e fez do homo sapiens uma espécie altamente adaptada – ainda que destrutiva e, nos últimos séculos, também autodestrutiva. É o mal-estar que nos diz que algo está errado e é preciso se mover. Não como um gesto fácil, um preceito de autoajuda, mas como uma troca de posição, o que custa, demora e exige os nossos melhores esforços. Exige que, pela manhã, a gente não apenas acorde, mas desperte.

Por Eliane Brum

Perder 10 quilos num ano - Relação entre comportamento e peso


Quer perder 10 quilos num ano sem andar obcecado com calorias, açucares e gorduras? Conheça a nova teoria

Brian Wansink é nutricionista e economista do comportamento. Dirige o Laboratório Food and Brand, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e diz que os seus colaboradores perdem em média 10 quilos só no primeiro ano de trabalho ao pôr em prática o que descobrem nas investigações. Wansink começou a investigar a relação entre comportamento, marketing e peso em 1987 e é o mentor de conceitos como as doses individuais de chocolates e cereais, que diz induzirem as pessoas a comer menos sem darem por isso – o segredo da sua dieta. Publicou agora um manual com dicas para um estilo de vida mais amigo da linha, inspirado nos “hábitos inconscientes” das pessoas mais magras, que tem vindo a observar. O especialista em comportamento alimentar defende que a maioria das pessoas conseguem perder peso sem terem de viver angustiadas por não poderem comer chocolate e batatas fritas. Bastam truques simples, como torná-los menos visíveis ou um makeover na cozinha: eliminar bolachas e cereais da bancada e mudar a forma como habitualmente serve as refeições. Mas há muito mais dicas, da maneira como escolhemos a mesa do restaurante às compras no supermercado. Lemos “Slim by Design” e aqui ficam as sugestões.
COZINHA
• Opte por paredes de cor neutra, nem muito clara nem muito escura
• Mantenha a bancada limpa e sem pão, cereais, bolachas, doces, frutos secos ou batatas fritas à vista. O único alimento permitido é fruta, de preferência uma taça com dois ou mais tipos e numa zona de passagem frequente
• Guarde chocolates e outros snacks mais calóricos em armários com portas opacas e que não sejam os mais acessíveis da cozinha, da mesma forma que esconde os detergentes das crianças.

FRIGORÍFICO

• Guarde os restos de alimentos calóricos em caixas opacas ou embrulhados em papel de alumínio e os mais saudáveis em película e caixas transparentes
• Guarde as sobremesas nas gavetas inferiores, onde geralmente punha os vegetais
• Tenha sempre iogurtes magros e outros snacks poucos calóricos à vista
• Não guarde garrafas ou pacotes de bebidas no frigorífico sem ser leite ou água.

LOIÇA

• Use pratos de até 25 centímetros de diâmetro e com um rebordo colorido
• Evite loiça branca ou bege e tenha alguns pratos escuros
• Opte por taças de até meio litro de capacidade
• Use copos de 25cl para sumos e inferiores a 0,35cl para as restantes bebidas. Copos maiores só para água.

À MESA

• Se houver televisão deve estar desligada. Tendemos a comer ao ritmo do programa
• Siga a regra do meio prato – encha pelo menos metade com salada, vegetais ou fruta
• As crianças até aos 12 anos devem comer com pratos e tigelas mais pequenos que os pais
• Comece por servir salada e vegetais. As travessas ou taças com estes alimentos devem ser as únicas na mesa. O resto da refeição deve ser servida no fogão ou na bancada
• Sirva-se com colheres de sopa ou mais pequenas
• Todas as refeições devem ter um copo de água
• Refrigerantes e vinho não devem estar na mesa e o vinho deve ser servido em copos de vinho branco
• A iluminação deve estar regulada para uma intensidade média
• Pouse os talheres entre garfadas para comer mais devagar ou experimente usar pauzinhos.

NA SALA DE ESTAR

• Deve ter sempre uma garrafa de água disponível e copos à mão
• Os snacks – sejam bombons sejam frutos secos – devem estar pelo menos a dois metros do sofá ou do sítio onde se senta
• Se quer petiscar, deve servir-se em taças e não comer directamente do pacote ou da embalagem. Opte por servir uma tigela ou recipiente do tamanho de um copo pequeno de gelado
• Se está a comer doces, deve manter as embalagens à vista enquanto come, para não perder a noção da quantidade ingerida.

NO RESTAURANTE

• Sente-se longe do buffet e de preferência de costas voltadas para a comida. Se é o dono, experimente pôr plantas a tapar a vista das mesas para o buffet e dê pratos pequenos
• Escolha um lugar perto da janela e da saída. Quem se senta mais longe pede mais vezes sobremesa
• Opte por mesas com cadeiras elevadas, menos confortáveis
• Peça meia dose de entrada e sobremesa e coma apenas duas porções daquilo que gosta muito
• Em vez de comer tudo até ao fim, não se acanhe e peça um recipiente para levar as sobras para casa.

NAS COMPRAS

• Faça um snack saudável antes de ir ao supermercado ou à mercearia
• Mastigue pastilha elástica – vai impedi-lo de imaginar o sabor das batatas fritas e bolachas. Pastilhas de menta e sem açúcar são as que funcionam melhor
• Comece pelos corredores saudáveis
• Divida o carrinho de compras e reserve metade do espaço para fruta e vegetais. Ao fazer compras, a maioria das pessoas só ocupa 24% do carrinho com frutas e vegetais e se interiorizar esta regra vai levar mais verduras para casa
• Opte por pagar em caixas sem guloseimas. Se não existirem, faça essa sugestão ao gerente.

NO TRABALHO

• Leve almoço de casa, planeando as refeições antes de ter fome
• Coma com colegas e não sozinho, muito menos à secretária
• Sente-se para comer já com uma peça de fruta para sobremesa
• Se tiver snacks na sala de trabalho ou na secretária, certifique-se de que estão a pelo menos dois metros de si ou escondidos nas gavetas
• Na cantina ou no restaurante, use sempre tabuleiro, de preferência pequeno. Sem tabuleiro, 62% das pessoas não comem salada
• Sugira ao patrão um programa de bem-estar, por exemplo descontos em ginásio. Reduz o absentismo e os custos de saúde até 30% 
• Livre-se da televisão e de cadeiras confortáveis
• Guarde fruta e vegetais pré-fatiados à vista na prateleira do meio.




Por  Marta F. Reis,  in Jornal I


domingo, 1 de março de 2015

5 fases - Processo de luto


No processo de luto existem 5 fases: 

Cada fase não tem um tempo predefinido, depende do tipo relação afectiva que existe com a pessoa que morre. A fase da depressão é a que leva mais tempo, podendo demorar muito tempo,  a pessoa pode nunca conseguir chegar à fase de aceitação.

1. Negação: Depende da forma como a pessoa lida com o sofrimento, é um mecanismo de defesa temporário do ego, na presença de sofrimento psicológico perante a morte. É o momento em que achamos impossível aquela pessoa ter morrido, é o momento em não queremos acreditar que ficamos sem a sua presença na nossa vida.

2. Raiva: A pessoa pode sentir raiva por aquilo que aconteceu. Apresenta muitas vezes pensamentos, do tipo, porque é que tinha de acontecer, logo a mim! As suas relações interpessoais tornam-se muitas vezes conflituosas, surgindo ressentimentos, sentimentos de inveja e revolta. Nessa altura é difícil acreditar no afecto ou nas palavras de conforto demonstradas pelos outros.

3. Negociação: Após ultrapassada a fase anterior, a pessoa começa a colocar a hipótese da perda da pessoa. Faz muitas vezes promessas e sacrifícios para que o sucedido não seja verdade. Elabora tentativas de gerir as emoções ou até culpar alguém pela sua morte. 

4. Depressão: Sentimentos de desesperança, tristeza, culpa e medos são frequentes. A pessoa toma consciência de que a morte daquela pessoa é incontornável. Existe necessidade de isolamento e introspecção, para a pessoa tenha consciência do ocorrido. Nesta fase, já não consegue negar a realidade presente. É quando sente verdadeiramente sentimentos de perda. 

5. Aceitação: Fase em que pessoa já não nega o que aconteceu e, a morte da pessoa é aceite com consciência e serenidade. É importante que a pessoa chegue a esta fase de aceitação, individualmente ou com apoio psicológico. Contudo, ao aceitar não significa que a pessoa consiga sentir-se feliz. 

Estas fases podem não surgir nesta ordem e, nem todas as pessoas os experienciam todas as fases, mas em casos de perda passamos pelo menos por duas fases.

É um processo acompanhado por um misto de sentimentos, tais como, ansiedade, tristeza, culpa, raiva, solidão, fadiga…


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ideal é dormir menos de 8 horas


Dormir mais de oito horas diárias pode ser mais prejudicial à saúde do que dormir pouco.
As pessoas que dormem mais do que oito horas e menos do que seis apresentam maior risco de desenvolver problemas como pressão alta, diabetes e complicações cardiovasculares.

Houve cerca de 34 pesquisas - estudos epidemiológicos, que envolveram mais de dois milhões de pessoas, apresentam existe uma relação entre a duração do sono e mortalidade.

Quando dormimos menos do que sete horas ou mais do que sete, há um aumento gradual no risco de mortalidade, com as pessoas que dormem mais a apresentarem um aumento maior no risco de morte do que as pessoas que dormem menos que esse tempo.

Gregg Jacobs, especialista do Centro de Transtornos do Sono da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, descreve que de acordo com vários estudos publicados durante os últimos anos, verificou inequivocamente que dormir oito horas não é o melhor para se manter saudável.

Refere que o nível mais baixo de mortalidade corresponde a sete horas de sono, sendo prejudicial dormir mais do que esse número de horas.

Se dorme mais do que oito horas ou menos do que seis, terá um grande aumento do que estimamos ser o risco de desenvolver problemas de saúde ou morrer mais cedo. Afirma o professor de medicina cardiovascular e epidemiologia na Universidade de Warwick, no Reino Unido - Frank Cappuccio.


* Notícia publicada pela BBC Brasil, com base em estudos científicos

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O que é o stress - como eliminá-lo?



Uma expressão muito utilizada nos dias de hoje, sendo uma das doenças mais graves na sociedade em que vivemos. Mas é importante referir que o stress é uma das funções vitais do organismo.

O stress é uma indicação de alarme do nosso organismo perante o perigo, no qual as glândulas supra-renais aumentam a produção de adrenalina que provoca a contração dos músculos e reduz os tempos de reação, essencial para a sobrevivência.

Quando os acontecimentos que geram stress permanecem, a pessoa sente mal-estar e cansaço físico que afectam a sua saúde. Os sintomas de stress são muitos e diversificados e no começo podem parecer benignos, mas se não forem diagnosticados e tratados, prejudicam gravemente a saúde.

Como perceber se sofre de stress?

É essencial perceber os sinais característicos do stress, em si próprio e no ambiente em que vive.

Cansaço – Sensação de ao acordar, de sentir que não descansou o suficiente. Este sintoma não deve ser negligenciado.

Relações interpessoais difíceis A pessoa sente pouca tolerância no contacto com as outras pessoas, evita estar com os amigos, mas sente-se só. Os seus relacionamentos vão-se tornando pouco saudáveis.

Desânimo  A pessoa tem dificuldade em enfrentar as situações do dia-a-dia, não consegue resolver os problemas e muitas vezes tenta, mas não consegue sair da situação em que se encontra.
Sente-se desanimada ao lidar com qualquer obstáculo, tem atitudes que não eram habituais. Não tem iniciativa para nada e tenta evitar qualquer situação frustrante, como tal, esquiva-se de tudo o que a possa conduzir a uma contrariedade, isolando-se cada vez mais, o que só vai agravando o seu estado depressivo.

Causas do stress:

*A pessoa sente uma sensação de impotência perante determinadas adversidades, os conflitos com as pessoas à sua volta começam a ser frequentes;

*Vai acumulando as coisas que tem para fazer, seja por sentir cansaço ou pela pouca motivação para fazer tarefas. Consequentemente, vai-se sentindo impotente, por não conseguir dar conta de tudo o que tem para fazer.

Sintomas e consequências:

Insónia; dores de cabeça frequentes; problemas gástricos; ansiedade, tristeza; maior transpiração; impotência sexual; asma, ataques de pânico, depressão...


3 Formas de reduzir o stress

1.Consciencialização – Estar atenta aos sinais de alarme que o corpo transmite é importante, por forma a evitar que os sintomas do stress aumentem. É essencial compreender o que está acontecer na vida da pessoa, para poder perceber o que está a causar esses os sintomas.
Esta tomada de consciência permite a analisar a situação e manter o foco na eliminação dos estímulos causadores de pressão e arranjar estratégias para que se possa diminui-los.

2.Analisar a situação – Perceber quais as situações que contribuem para  elevar o nível stress e atuar na redução dos sintomas.

3.Compensação – Avaliar o estilo de vida da pessoa para modificar os pensamentos e atitudes que estão a desencadear stress.

Realizar um diagnóstico é importante, quando não se está a controlar os sintomas, porque o nível de stress vai aumentando sem parar, sem retrocessos se a pessoa não fizer nada para mudar ou não procurar tratamento. Irá sentir-se cada vez pior e, o seu estado piorará ao longo dos dias. Quanto mais tempo deixar andar, mais difícil é conseguir ultrapassar a situação em que se encontra.

Analisar quais foram os acontecimentos que contribuíram para o seu estado de stress, é a primeira etapa, para que seja reposto o bem-estar. 

É necessário que a pessoa procure acompanhamento quando apresenta alguns destes sintomas físicos há pelos menos 3 meses. 
As queixas não devem ser negligenciadas, porque se não forem eliminadas podem dar origem a doenças. Deve prevenir em vez de remediar.




Burnout é um conjunto de sintomas que estão relacionados com o excesso de trabalho.

Sintomas frequentes:
Problemas digestivos; dores de cabeça; insónias; tristeza; desmotivação laboral e depressão.

Como prevenir - Burnout?

*Passe mais tempo com as pessoas efectivamente significativas;

*Fale dos seus problemas a alguém da sua confiança;

*Inscreva-se em actividades que goste;

*Hábitos de alimentação saudáveis;

*Faça exercício físico com regularidade, incluindo alguns de relaxamento;

*Estabeleça prioridades na organização de tarefas para não criar expectativas irrealistas;Chegar ao estado de Burnout é sentir tensão emocional e stress profissional crónicos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ajuda na regulação do poder paternal





Em situações de divórcio, a avaliação psicológica pode ser importante na atribuição da regulação da responsabilidade parental. Auxilia os pais, na tomada de decisões e ajuda as crianças, a lidar com os transtornos inerentes em todo o processo de divórcio.

O acompanhamento psicológico permite evitar inúmeros conflitos entre os pais e, ajudar a criança a gerir as emoções durante esta mudança familiar, contribuindo para a estabilidade da criança e para o equilíbrio no desenrolar da ruptura familiar.

As crianças não reagem ou sofrem todas da mesma forma, o que influencia fortemente o seu sentir, é sem dúvida, o comportamento dos pais durante todo o processo de divórcio. Acontece frequentemente, os pais discordarem em questões relativas à regulação do poder paternal, recorrendo a advogados para zelar pelos seus interesses, no entanto, as crianças são muitas vezes esquecidas, neste tipo de discórdias entre o casal. Sendo por isso importante, avaliar quais serão as melhores decisões para proteger e defender os filhos, que apesar de não terem culpa do divórcio dos pais, sofrem bastante e têm de adaptar-se à nova realidade familiar e lidar com as consequências do divórcio.

Nessas alturas, progenitores e crianças sentem muitas vezes culpa, raiva, melancolia, fracasso, entre outros, sendo necessário criar condições para que todo o processo decorra da melhor forma para todos os intervenientes, especialmente para as crianças que sofrem muitas vezes mais que os pais, chegando muitas vezes, a sentirem-se culpados pela separação dos pais.

A avaliação psicológica permite conhecer a dinâmica familiar para melhor acompanhar e ultrapassar todas as dificuldades da criança e dos progenitores. Facultando à criança vivenciar a separação dos pais sem tanta angustia, evitando receios desnecessários. Impedindo-a de ter de enfrentar a influência emocional dos pais nesta decisão, por forma a exprimir os seus desejos livremente. Permitindo assim, analisar e determinar quais as melhores decisões, por forma a minimizar, não só o sofrimento da criança como o dos próprios pais. 

O acompanhamento psicológico incide nos aspectos que colocam em causa a estabilidade da criança, em questões que requerem a mudança de rotinas, consequentes da alteração familiar, tais como, residência, mudança de escola, regime de visitas importantes neste processo para a criança sentir alguma segurança nessa mudança.

Os intervenientes na avaliação são os pais, filhos, avós e professores, entre outros, que se considerem pertinentes para a realização de uma avaliação idónea. O relatório será efectuado, tendo em consideração, sempre o que é melhor para a criança, salvaguardando os seus desejos e não os interesses dos pais.

A avaliação psicológica é uma ajuda importante na regulação de responsabilidades parentais, pelo facto de possibilitar aconselhando os pais durante todo o processo de divórcio, permitindo-lhe assim, assegurar o que é melhor para o futuro da criança, evitando sequelas posteriores.

O relatório psicológico pode ser solicitado pelos pais ou pelo próprio tribunal, e o parecer será proporcionado, tendo em conta apenas a salvaguarda e os interesses da criança, independente de quem o solicita. Sendo necessário para isso, avaliar não só a criança mas todos os elementos influentes.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Aprender a Ser mais Feliz


É impossível querer possuir em todos os momentos estabilidade interior, porque umas vezes sentimos equilíbrio, outras desequilíbrio, esta inconstância é permanente e normal.

As pessoas não conseguem manter sempre as mesmas emoções, isto é, umas vezes sentem-se tristes, ansiosas, agitadas, outras vezes, contentes e tranquilas. As nossas emoções são dinâmicas. Precisamos de encontrar equilíbrio interior, mas devemos considerar normal todas as alterações de humor, se as mesmas não oscilarem frequentemente.

As características pessoais têm uma força determinante na constância das emoções. O ser humano é muito complexo e muitas vezes sem termos consciência do que aconteceu, tanto os sentimentos como o humor, alteram-se.

É importante desenvolver autoconsciência para sabermos quem somos, como funcionamos e como nos relacionamos. Assim, aprendemos a lidar melhor com as nossas fragilidades, quer sejam causadas por fatores internos ou externos presentes na dinâmica existencial.

Desenvolver autoconhecimento, isto é, conhecer as nossas características, qualidades, imperfeições, torna-nos menos vulneráveis, sofremos menos, contribui para o nosso bem estar e para construir relacionamentos mais harmoniosos. As oscilações de humor são menos frequentes, conseguindo a estabilidade emocional desejada.

As dificuldades nunca terminam, a forma de as encarar e ultrapassar é que pode ser diferente em função da nossa estrutura pessoal. Aceitar correr alguns riscos é saudável, faz-nos crescer interiormente e com melhor consciência do que somos, podemos evitar alguns dissabores, outros porém, são imprevisíveis. Quando os problemas aparecem têm de ser resolvidos e não contornados.

A melhor maneira de enfrentar as dificuldades, é no momento em que se aprende a lidar melhor com as emoções e quando se tem consciência de quem somos, sem esquecer de retirar alguma aprendizagem com os erros cometidos. Se não existir essa aprendizagem sofremos continuamente, cometemos repetidamente os mesmos erros e esse sofrimento é desnecessário.

Os obstáculos são superados com maior tranquilidade, quando existe melhor consciência de quem se é, aprende-se também a ser mais feliz.

Conseguir ser mais feliz é ter a capacidade de retirar conhecimento dos momentos de fracasso.








Medo de Intimidade



A partilha de intimidade aproxima as pessoas

A intimidade significa expor-se a alguém e quando a própria pessoa não lida bem com a sua própria intimidade, como poderá conseguir relacionar-se de modo intimo com outra pessoa. Se a pessoa não se conhece a si própria e não sabe quem é, como pode desejar que alguém a ame ou a conheça?

Como é possível gerir o medo, se permanece em si o receio de intimidade com os outros, se tem medo do que possam pensar de si, se desconfia das suas intenções, se receia que se aproveitem das suas fraquezas. Como é possível evitar isso, se existe tanta insegurança relativamente à atitude dos outros. Ao pensar deste modo, a inibição e a repressão sentida só tem tendência a aumentar na presença de outras pessoas, enquanto esses sentimentos estiverem enraizados.

Muitas pessoas têm receio de intimidade mas, nem todas têm consciência disso. Mostrar intimidade é deixar cair as defesas, as máscaras e mostrar verdadeiramente quem é e o que deseja nos relacionamentos. Só agindo assim, a intimidade é exequível. No entanto, sente que manter alguma distância nas suas relações parece oferecer-lhe maior segurança, por recear que as suas fragilidades sejam usadas contra si e que isso a torne vulnerável. 

Quando evitar relacionar-se com intimidade por sentir todos esses receios, acaba por perder muito do prazer que poderia auferir numa relação. Perde a possibilidade de sentir as emoções no seu estado mais puro. Sempre que a pessoa partilha os sentimentos, desejos ou fragilidades numa relação, está a crescer, não só enquanto pessoa, mas a construir uma relação mais sólida.

O desejo de sentir conforto, amor e estabilidade emocional é necessário para que a pessoa se sinta completa, ninguém gosta de se sentir sozinho. Mas só se consegue alcançar a relação desejada quando existe partilha de intimidade, só assim, cada Homem fica saciado de amor.

A possibilidade de se ser mais feliz, existe dentro de cada um de nós, como tal, depende da sua vontade em querer desenvolver relações mais profundas e intensas e harmoniosas. Se possui essa consciência e não consegue relacionar-se com intimidade por sentir receio, também reconhece que está a perder muito do prazer que deseja. Sabe que agindo dessa forma, está a evitar sentir emoções mais intensas e verdadeiras, desperdiçando a oportunidade de  ser mais feliz. Se deseja alcançar essa plenitude mas, consegue efectuar essa alteração de comportamentos, procure ajuda profissional, por forma a  ultrapassar todos seus receios relacionais. 

Ao esconder determinadas características pessoais dos outros, não percebe que também está a escondê-las de si próprio. Este receio de expor a intimidade afeta muito as relações, mesmo as de longa duração. Por esse motivo, há quem viva 2 ou até 20 anos com uma pessoa e fica sem a conhecer verdadeiramente. 

Em muitos casos, as pessoas vivem juntas e não conhecem o íntimo da outra pessoa. É por isso acontecer que algumas vezes, quando descobre algo sobre a pessoa com quem partilha a vida, fica surpreendida com algumas das suas atitudes, ficando com sentimentos de estranheza relativamente a essa pessoa. Após algumas descobertas, o relacionamento muda, a pessoa sente-se desiludida, chegando muitas vezes a perder a confiança no outro. Nesse momento, sente que apesar do tempo em que está nessa relação, não conhece a pessoa tão bem quanto pensava. Essa pessoa passa a ser encarado como um estranho.

Esta ambivalência de ter medo da intimidade por um lado e, o desejo de construir uma relação profunda e intensa por outro, instala nas pessoas um dilema existencial muito complexo, porque apesar das defesas e máscaras utilizadas, todas as pessoas desejam e procuram essa intimidade em alguém. 

Viver é uma proeza e quem for camuflando os sentimentos e os desejos com medo do que poderá acontecer, além de não ultrapassar os bloqueios internos, sente-se frequentemente insatisfeito e frustrado. Só quem constrói relações íntimas pode alcançar o que parece ser um sonho e ser feliz.

Maria Pascoal

Quantas lágrimas existem por trás das máscaras! Quanto mais poderia o homem chegar ao encontro com o outro homem se nos aproximássemos uns dos outros como necessitados que somos, em fez de fazermos figura de fortes! Se deixássemos de nos mostrar auto-suficientes e nos atrevêssemos a reconhecer a grande necessidade que temos do outro para continuarmos a viver, como mortos de sede que na verdade estamos! Quanto mal poderia ser evitado!


Ernesto Sabato in Resistir 



domingo, 14 de dezembro de 2014

Depender da opinião dos outros


Não é preciso sacrificar os nossos sentimentos para gostarem de nós, pois temos virtudes e defeitos como todas as pessoas. Que gostar verdadeiramente de si, aceita-a tal como é não precisa de se subjugar e mudar o seu comportamento, só porque alguém decide por si. Ao fazer isso, só cria dentro de si, sentimentos de insatisfação.


Não deve esquecer que a forma de agir deve ser em função dos seus próprios valores. As atitudes, tomadas de decisão e escolhas devem ter significado interno, não devem ser comandadas por alguém exterior. A vida é sua e só tem uma para viver, não esqueça de a viver da melhor forma que conseguir.

Nos momentos em que estamos fragilizados, torna-se mais difícil lidar com a desilusão ou com a frustração. Especialmente, se é alguém afetivamente importante que nos magoa mas, se tivermos consciência do que somos e do que sentimos, é mais fácil evitar que alguém nos magoe com a mesma intensidade.




Nos momentos em que estamos fragilizados, torna-se mais difícil lidar com a desilusão ou com a frustração. Especialmente, se for alguém afetivamente importante que nos magoa mas, se tivermos consciência de quem somos e do que sentimos, é mais fácil evitar que alguém nos magoe com a mesma intensidade.

Quando as pessoas ficam magoadas ou desiludidas com a atitude dos outros, pode ser por diversas razões, mas considero que o que causa maior dor é, quando as pessoas por quem sentimos estima, não têm respeito pelos nossos sentimentos.

Nessas situações, é normal sentir mágoa, mas nem todos reagimos da mesma forma, perante as mesmas circunstâncias e, mesmo a própria pessoa tem muitas vezes reações diferentes, consoante as situações com que se depara, sendo por isso, sempre muito difícil perceber a melhor forma de reagir e saber o que fazer, quando se trata de questões emocionais.

Nesses momentos, a mágoa é mais acentuada, não só pela estima que sentimos por essas pessoas, mas também por sentimos que aquilo que nos fizeram, não é proporcional às atitudes que temos para com essas mesmas pessoas. Principalmente quando sentimos que nunca agimos dessa forma, com essas mesmas pessoas, em circunstâncias equivalentes.


Devemos sofrer por algo que não tenha realmente valor para nós? Se a pessoa e  o que nos diz ou faz é insignificante, porque será que se sofre com isso?

Se conhecer o motivo e tem consciência do que está a sentir, está no caminho certo, porque este é o 1ª passo para conseguir transformar esse sentimento, só tem de procurar a melhor maneira de o superar. É um processo difícil de alcançar sozinho em muitas situações mas, com ajuda psicoterapêutica as mágoas são mais fáceis de ultrapassar!

Se sente com frequência dificuldades em lidar em com algumas situações, não hesite em procurar ajuda, por forma a conseguir relacionamentos interpessoais mais harmoniosos e encontrar melhor equilíbrio interior.




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Diferença entre depressão e tristeza




A Depressão é muitas vezes confundida com um sentimento de tristeza. As diferenças são essenciais para a sua identificação. Os limites entre tristeza e depressão são enormes, mas nem sempre fáceis de perceber.

A tristeza é um sentimento que todos sentimos e a sua frequência depende das características pessoais de cada um. Na depressão o humor é depressivo e a tristeza intensa, existindo incapacidade para sentir prazer, existindo sintomas associados, como o sofrimento elevado e limitações nas atividades sociais ou da realização de tarefas vitais para a saúde, como dormir ou alimenta-se corretamente.

A tristeza e alguns estados de humor depressivos, aparecem em muitos momentos, mas é de curta duração. É sentimento benéfico que ajuda a lidar com as vicissitudes da vida. Aparece como reação adequada a problemas pessoais, em situações que envolvem perda, frustração, desapontamento, fracasso ou rejeição. Tais como, morte de um ente querido,  desemprego, divórcio, stress laboral.

Nestes períodos breves as pessoas, passam por uma fase difícil de muita angústia e sofrimento, que pode durar um determinado período de tempo, em média cerca de 3 meses. Após esse tempo o sentimento de tristeza vai diminuindo e, a pessoa começa a aceitar o que aconteceu e aos poucos vai aos poucos recuperando o ritmo normal. Os sintomas vão-se diluindo subtilmente, sem a pessoa perceber.

Mesmo assim, podemos considerar a tristeza ou o humor depressivo como um tempo de transição, em que a pessoa tem de se adaptar à nova realidade e às mudanças inerentes, fazem parte do nosso desenvolvimento pessoal.

A depressão não é uma situação de tristeza, mau humor ou desânimo prolongada. Os sintomas de depressão, iniciam-se quando a pessoa continua a sentir tristeza durante muito mais tempo, aparecendo sentimentos de desesperança e de indiferença, apatia em relação ao que se passa à sua volta, não evidenciando perspetivas de vida.

A reação para lidar com os sintomas depressivos é diferente de pessoa para pessoas, dependendo das características de personalidade de cada individuo. A depressão é doença grave e, por isso deve ser procurado tratamento. A depressão pode ser classificada como, leve, moderada ou grave.

Sinais mais relevantes na distinção de tristeza e depressão:

- A tristeza é um sentimento importante para ajudar a avaliar objetivos de vida de cada pessoa.

-Todas as pessoas sentem tristeza, é um sentimento interno ao ser humano. É a falta de satisfação pessoal quando a pessoa enfrenta vicissitudes. 

- A depressão cria internamente sentimentos de raiva, revolta e vingança canalizados para si própria. É uma tentativa de exteriorizar sentimentos hostis que permanecem em si. 

-A tristeza é como uma rejeição na aceitação do sucedido, é uma fase de negação, interferindo no amor-próprio. Sendo o tempo entre a aceitação e a rejeição ao lidar com as adversidades que gera níveis mais leves ou mais intensos de tristeza. 

A depressão pode não ser sempre visível para as pessoas, mesmo quando se trata de uma depressão grave, mas pode ter consequências trágicas, como o suicídio e, como tal deve ser tratada.

Está comprovado que a tristeza e a  depressão ligeira podem até ser úteis na  concepção de soluções e pouco beneficiam com medicação, será necessário efetuar um diagnóstico ou tratamento?

Os antidepressivos têm vários efeitos secundários tanto a curto como a longo prazo. Recear-se até que a toma de antidepressivos possa influenciar a criatividade, potencie a repetição de perturbações do humor ou de quadros depressivos.

A psicoterapia permite melhorar o auto conhecimento e assim aprende a lidar melhor com as situações, devido à criação de recursos para enfrentar as adversidades com que se depara no seu dia-a-dia.

No diagnóstico da depressão é importante analisar vários sintomas

Sintomas psicológicos: Tristeza intensa, angústia, astenia, culpabilidade, dificuldade em tomar decisões, problemas de concentração, auto-desvalorização e, não conseguir retirar prazer nas atividades que anteriormente considerava prazerosas.

Sintomas fisiológicos: Alterações do apetite e do sono, alterações do apetite, redução do interesse sexual, labilidade fácil. Alterações motoras- agitação ou lentidão de movimentos. E, comportamentais- isolamento social, pensamentos de suicídio.

No diagnóstico de quadros depressivos devem também ser avaliados, se os sintomas derivam de doenças, de perturbações, da utilização de drogas, do consumo de medicamentos ou de fatores hormonais.