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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Treino das emoções - Desenvolvimento Relacional


Costuma desenvolver relacionamentos amorosos complicados? Já pensou que a culpa pode ser sua?
Melhorar um relacionamento, implica necessariamente que ambos, tenham maturidade e consciência para reconhecerem as falhas  e, humildade para pedirem desculpa quando fazem algo de errado.

Acontece que muitas pessoas costumam culpar os outros pelas dificuldades que surgem na relação. Responsabilizam a pessoa que têm ao seu lado pelas falhas, mas quase nunca aceitam os seus próprios erros. Isso costuma acontecer com alguma frequência e está convencida de que o mau funcionamento ou o fracasso das relações é condicionado pela escolha das pessoas erradas? Este artigo pode ajudar a clarificar algumas situações. 
É importante analisar a razão pela qual isso acontece. Serão sempre as outras pessoas a falhar? Mas a única pessoa que permanece em todos os relacionamentos é você!
Uma relação é construída por duas pessoas com personalidades distintas. Poderá ser só uma das pessoas a falhar? Não é provável que isso aconteça. Existem maiores probabilidades de uma delas cometer erros mais vezes.
Podem existir várias situações prováveis, até pode acontecer que uma cometa mais erros e consequentemente que o outro parceiro esteja mais vezes certo. Poderá haver alturas em que estão os dois certos. Por último poderão ambos estar errados, mas nenhum deles quer ou consegue reconhecer ou admitir que falhou. Seguindo esta linha, isso implica que ambas erram e acertam em maior ou menor percentagem.
A melhoria da relação deve ser baseada na procura de um equilíbrio, envolvendo atenção permanente de ambos.
A responsabilidade do bom ou mau funcionamento da relação nunca será simplesmente só de um, se ambos a desejam e pretendem fortalecer a ligação. Mas, se não se esforçarem os dois, sendo só uma das partes a querer realmente construir uma relação sólida, o resultado mais provável é que a relação estagne, não consiga fluir… até ao momento em relação começa a morrer aos poucos.
Após essa fase, principalmente se não existir comunicação entre o casal, um começa a sentir-se insatisfeito e o outro acaba por reagir de igual modo.
Começa assim a fase dos problemas e dos conflitos permanentes. É o que ocorre quando os dois não estão em sintonia ou não se empenham com o mesmo vigor, na sua construção da relação. A casa desaba à mínima tempestade, porque não tem uma estrutura forte para continuar.
Começa a fase em que se culpabiliza o outro por tudo o que de mau acontece. Nenhum assume os seus erros pelo mau funcionamento da relação, como se apenas um deles fosse o responsável por tudo o que aconteceu até aí.
Qualquer relacionamento tem bons e maus momentos, altos e baixos, mas para se construir um bom relacionamento, tem de existir flexibilidade, tolerância, boa comunicação e a aceitação de que o outro não pode ser sempre perfeito. É importante evitar opiniões formatadas, juízos de valor, comparações com pessoas de vivências passadas e estereótipos. É fundamental existir vontade de reequilibrar a relação.
Resolva os problemas à medida que forem surgindo, não guarde as pedras no sapato ou vai ter dificuldade em caminhar. Esclareça todas as questões e fale do que sente. Isso é sempre importante! 
A comunicação e o diálogo construtivo é sempre o melhor caminho para a resolução de problemas. Evite acumular tudo o que incomoda. Se isto costuma acontecer, é fácil adivinhar o resultado! Um dia, alguém vai acabar por rebentar quando menos se espera, agravando, assim, os efeitos colaterais.
Procure não tentar adivinhar o que a outra pessoa deseja. Se tem dúvidas, pergunte! Deste modo, livra-se de inquietações. Não espere que passe ou arrisca-se a ver um grão de areia transformar-se numa rocha onde nada poderá existir - muito menos o amor.
Ter consciência das razões pelas quais os relacionamentos anteriores não funcionaram e analisar as suas falhas será certamente a melhor forma de, futuramente, conseguir ter a relação desejada!
Mas após tantos encontros e desencontros, chega uma altura da nossa vida em que é preciso analisar melhor as razões que contribuíram para o fracasso dos relacionamentos anteriores. Repensar sobre os motivos que originaram relações tão complicadas.
Quando esse trabalho não é realizado, contribuí em muitos casos só para aumentar defesas, receios e medos, consequência das marcas profundas das anteriores relações, condicionando a permeabilidade a novos relacionamentos.
E porque somos seres sociais, todos nós precisamos de ter alguém ao nosso lado para amar. Mas saber amar é uma arte que se aprende e desenvolve. Se tem essa perceção ou questões internas por resolver, acredite que, na maior parte das vezes, só com ajuda profissional poderá encontrar as respostas para esses desencontros. Adiar só agrava e aumenta o sofrimento.
Quanto mais eu me conheço, mais melhoro e, consequentemente, melhores relações atraio! Se isto faz sentido para si, SINTA primeiro, escute o seu coração, não se culpe pelos fracassos, este é o caminho a seguir – Basta querer!
Inscrições para grupos terapêuticos de Treino das emoções, com o objetivo de aprender a desenvolver uma estrutura emocional forte, por forma a criar relações mais saudáveis.
Será realizado em pequenos grupos, máximo de 6 pessoas.
Vantagens de ser em grupo:
-Preços mais acessíveis;
- Melhor eficiência na orientação para as dificuldades a ultrapassar;
-Troca de experiências emocionais, o que potencia mudanças mais rápidas.
Horários: Quinta-feira, Sexta às 18h:30m.
Duração: 1 vez por semana – 1h:30m.
Custo: 7,5€ por sessão (Inscrição mensal).
Local: Lisboa


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sofre de timidez ou de fobia social?


Costuma sentir elevada ansiedade, suores, falta de ar, aumento da frequência cardíaca  quando está na presença de outras pessoas?  Costuma corar, ficar com as mãos transpiradas, sentir a boca seca e dificuldade em falar? Procure perceber se é por ser uma pessoa mais reservada ou se sofre de fobia social.
 

A timidez é um estado natural que impede a normal evolução das relações sociais, algo essencial ao ser humano. Deriva da ansiedade, mais concretamente, do medo de estar exposto aos outros e comunicar com eles, principalmente em contextos pouco familiares ou em situações às quais não se está habituado, como acontece por exemplo numa entrevista de emprego.

Este medo pode ter intensidades diferentes, umas sentem maior desconforto e ansiedade do que outras no momento em se sentem expostos. Em função dessa ansiedade, podemos as distinguir, dois tipos de pessoas, as mais reservadas e as que sofrem de fobia social.

No caso da fobia social ou timidez social, os sintomas são muito mais limitantes por existir medo ou ansiedade intensa em vários contextos diários que conduzem, muitas vezes, a estados depressivo em que a pessoa modifica muitas das suas rotinas e se afasta de interações sociais, podendo chegar ao isolamento.

O motivo desse isolamento ou afastamento é a crença das pessoas em serem inferiores, sentindo assim um pavor de serem agredidas ou humilhadas no contacto com os outros, por exemplo, quando no passado sofreram situações traumáticas, no seu contacto social, actualmente podem sentir repulsa a estas (vítimas de bullying). Muitas vezes, estes receios desenvolvem-se sem a pessoa ter consciência do que está a acontecer e aumentam gradualmente, podendo causar enorme sofrimento e levar ao já referido isolamento. 

As pessoas que sofrem de fobia social apresentam características de submissão, são pouco comunicativos e assertivos, evitam a todo o custo falar sobre si, costumam ter fraco contacto visual e tom de voz. Socialmente é frequente recorrerem a bebidas alcoólicas ou a outro tipo de substâncias, por forma a diminuir a sua inibição. 

Estes tipo de sintomas influenciam e muito, muitas das actividades diárias. Muitas vezes condicionam a procura de emprego e o seu desempenho profissional ou escolar, veja-se o caso de querer evitar todos os locais de trabalho que impliquem contacto com outras pessoas! 

É importante fazer o diagnóstico e procurar ajuda quando a ansiedade e os receios interferem na rotina diária e afectam o relacionamento interpessoal. É necessário procurar ajuda para conseguir a libertação dos medos da exposição social, por forma a encontrar as causas inconscientes deste comportamento.

Os casos de Fobia Social podem originar estados depressivos muito limitadores, como Depressão profunda, impedindo a pessoa de estabelecer qualquer tipo de contacto social.

O tratamento desta perturbação é importante para que a pessoa consiga voltar a ter uma vida normal e, sinta novamente harmonia e tranquilidade no contacto com os outros. Desta forma, é aconselhável recorrer a um psicoterapeuta para efectuar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais cedo possível, ajudando a pessoa a libertar-se da sua timidez social.

Maria Pascoal     

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Antidepressivos sem terapia não têm efeito



depressão é uma doença, onde existe intenso sofrimento, pode manifestar-se por inúmeros sintomas psicológicos ou físicos e o seu diagnóstico deve ser corretamente realizado.

Os antidepressivos são medicamentos que actuam no sistema nervoso central, regulando o estado de humor, no caso de a pessoa estar deprimida. Os seus sintomas são angústia, alteração no sono e apetite, desmotivação ou falta de energia, entre outros.  

Estudos recentes têm demonstrado que os antidepressivos, Modificam e corrigem a transmissão neuro-química em áreas do Sistema Nervoso que regulam o estado do humor, quando está afectado negativamente num grau significativo. Mas, estes medicamentos não funcionam quando o estado de humor da pessoa é normal.

Os antidepressivos isoladamente não geram mudanças no cérebro. Tomar medicação só é benéfico, se a pessoa for acompanhada em sessões de psicoterapia ou de reabilitação, segundo o neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsínquia. Mencionando também que “ tomar antidepressivos não é suficiente, é necessário indicar ao cérebro quais são as ligações desejadas. Os antidepressivos só geram resultados de longa duração se a pessoa for acompanhada em sessões de psicoterapia.”

A alteração do estado de humor com recurso a antidepressivos, só é benéfica quando a pessoa é ajudada e acompanhada em sessões de psicoterapia, por forma a surtir efeito a longo prazo.

As inúmeras pesquisas demonstram que os antidepressivos, isoladamente não eliminam os sintomas a longo prazo, porque o seu objectivo é o de restaurar a flexibilidade no cérebro. Os antidepressivos permitem a flexibilidade cerebral, que possibilitam a formação e a adaptação de ligações cerebrais. Só quando existe é possível, conseguir superar os problemas, originados por falhas de ligações, tais como medos, fobias, ansiedade, depressão, entre outros.

Nesse estudo ficou demonstrado que os antidepressivos isoladamente não surtem efeitos em alguns problemas. A necessidade medicamentos e de terapia, é importante e explica porque em muitas pessoas os antidepressivos nem sempre têm efeito, o que acontece quando a pessoa não altera a sua forma de viver. A medicação isoladamente, não desenvolve capacidade para produzir mudanças no cérebro, fazendo com que a pessoa não se sinta melhor após deixar os antidepressivos por manterem dificuldade em lidar com as emoções.

Estes medicamentos são uma pílula milagrosa? Apesar de ser um medicamento é uma droga. O tempo em que deve tomar um antidepressivo, deve ser decisão do seu médico, mas geralmente, a terapêutica de uma depressão deve ser em média de 6 meses de tratamento. Sendo essencial que a medicação seja justificada e por um tempo adequado, como em outros casos da medicina, mas é indispensável compreender a motivação e existir apoio psicológico.

Os antidepressivos são sempre eficazes? Não. Em alguns casos a depressão não desaparece com antidepressivos por diversos motivos, tais como, consumo de álcool ou de drogas, coexistência de doença física ou por fatores psico-sociais.

As depressões são muito diferentes nos sintomas que apresentamO antidepressivo, corretamente prescrito, geralmente produz alívio da maioria dos sintomas depressivos, como a tristeza intensa, a angústia, desmotivação, a falta de concentração, diminuição da energia, as alterações do sono e do apetite, autodesvalorização, culpa e ideias de suicídio. 

Mas, será que após a eliminação dos sintomas, em que a dificuldade da pessoa é saber lidar com as adversidades, justifica-se tomar antidepressivos? Não, sendo por essa razão, útil e necessário combinar a medicação antidepressiva com psicoterapia para se desenvolverem recursos e aprender a lidar com situações específicos que geram vários sintomas, tais como, ansiedade, alteração no sono, desmotivação, stress.

Os antidepressivos são medicamentos que podem não produzir dependência, quando a sua ação terapêutica é resultante de um reequilíbrio da perturbação depressiva. Mas as substâncias psico-estimulantes produzem dependência!

Qual é a razão de existirem milhões de pessoas em todo o mundo a recorrer a antidepressivos anos e anos consecutivos? Devem existir razões que o justifiquem!

domingo, 29 de março de 2015

Qual a razão de repetir os mesmos erros?



Não há coincidências!

As pessoas muitas vezes, cometem os mesmos erros, têm as mesmas atitudes e, como consequência obtém sempre resultados semelhantes. Acontece geralmente, porque não analisam os seus comportamentos ou por culpabilizarem alguém pelo que lhes acontece.

A única forma de mudar os resultados, sobrevém, no momento em que a pessoa modifica a sua forma de agir. Mas, como as atitudes são difíceis de mudar, continua a persistir o desejo de obter resultados diferentes, mesmo sem alterar qualquer tipo de atitude para que seja possível acontecer.

Enquanto mantiver as mesmas escolhas e opiniões, como pode haver mudança?

Pensa muitas vezes, em mudar de cidade, emprego, casa, amigos e até de relação, mas isso não muda nada, se mantém sempre comportamentos semelhantes. Todas as mudanças que pense efetuar, nunca serão suficientes para terminar com este ciclo de situações desagradáveis e deixar de sentir o mesmo tipo de frustrações.

O que se pode fazer para acabar com este ciclo interminável?

Primeiro é necessário ter consciência que todas as situações semelhantes que lhe acontecem são da sua inteira responsabilidade. É evidente que algumas podem derivar de fatores externos, mas quando existem tantas ocorrências semelhantes, as mesmas, só permanecem, por causa das suas emoções e do seu comportamento que são responsáveis por essas consequências.

As emoções do seu mundo interno, constituem um obstáculo para conseguir tomar melhores decisões e, deixar de cometer sempre os mesmos erros. Estas emoções têm origem em pensamentos como, eu merecia um emprego melhor, uma casa melhor, uma relação mais saudável…ou qualquer outo tipo de desejo que se manifesta para suavizar a sensação de desconforto ou de angústia. No entanto, mesmo pensando desta forma, nada acontece e o ciclo repete-se: Fantasia o desejo e sente algum alívio imediato, mas a culpa reaparece. Os sentimentos de fracasso, diminuem a autoestima e, a pessoa entra num processo de sofrimento, com tendência para se isolar, como consequência da sua sensação de impotência.

Desenvolver capacidade de antecipação, de traçar projetos, de alcançar objetivos ou de resolver problemas e sentir realização pessoal, só depende de si, da forma como se vê e, da sua construção interna de ver o mundo. Na maior parte das vezes, estão condicionadas desde a infância. Sendo em grande parte, todos esses pensamentos enraizados que provocam, as emoções atuais e que originam o mesmo tipo de comportamentos, por se terem tornado hábitos.

Os pensamentos que conduzem aos mesmos resultados, são sempre idênticos em situações semelhantes.

É este ciclo de ideias recalcadas que constituem o impedimento para conseguir alcançar novas tomadas de decisão. É por este motivo, que apesar da pessoa sentir que precisa de fazer mudanças, de fazer novas escolhas ou de inovar em qualquer área, termina quase sempre a cometer os mesmos erros, a ter as mesmas atitudes e as mesmas reações. É isto que gera bloqueio, impeditivo do progresso e da realização, não só pessoal, mas também relacional e profissional.

Só quando conseguir alcançar, autoconsciência dos motivos que a estão a impedir, de ultrapassar as dificuldades, seja em que área for, é que pode ser possível, aprender novas formas para alcançar o desejado e obter novos resultados.

Como é possível adquirir isso?

No momento em que se reaprende a identificar as emoções, tais como, o receio de sofrer ou de enfrentar desafios. Quando deixar de ser resistente à mudança que impede a pessoa, de criar novos hábitos e de saber lidar com a incerteza. Mas tudo isto, só é possível, na altura em que a pessoa, consegue sair da sua zona de conforto.

Se não está a conseguir sozinho as mudanças desejadas, procure ajuda profissional para iniciar a sua transformação. A psicoterapia, permite à pessoa analisar e repensar as suas dificuldades emocionais, permitindo-lhe redescobrir a capacidade para lidar com os problemas e encontrar a melhor forma de os resolver. O processo psicoterapêutico faculta-lhe melhor compreensão das situações e a ter consciência das suas emoções, por forma a conseguir realizar as mudanças pretendidas.

sábado, 28 de março de 2015

O que é a dependência emocional?

A dependência emocional é uma condição emocional ou comportamental que afeta a capacidade da pessoa para ter um relacionamento saudável e satisfatório.

A dependência emocional tem consequências negativas, não só para a pessoa, como também para as pessoas que convivem com ela. Este tipo de relação ocorre quando a pessoa é controlada ou manipulada por outra, em que está implícita uma relação patológica.

A pessoa por causa da sua grande necessidade de aprovação, desenvolvem Perturbação de Personalidade Dependente – PPD, tenta agradar sempre aos outros. Assim, não é de estranhar que sintam enorme frustração, por sentirem obrigação em fazer coisas que não querem e por não conseguirem expressar seus sentimentos.

Existe uma necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que gera comportamentos de submissão e apego, surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos. Neste sentido, a dependência emocional pode ser considerada patológica, quando apresenta , 5 ou ou mais critérios segundo o DSM-5, tais como:

1) Apresenta dificuldades em tomar decisões no dia-a-dia, recorrendo a excessivos conselhos dos outros.

2) Necessita que as outras pessoas assumam responsabilidade pelas principais áreas da sua vida.

3) Manifestar dificuldade em discordar das outras pessoas, devido ao medo de perder o seu apoio ou aprovação.

4) Mostra dificuldade em iniciar um projeto ou em realizar tarefas por si própria, devido a falta de autoconfiança nas suas capacidades. Não está relacionada com falta de motivação ou energia.

5) Recorre a comportamentos ou atitudes extremas, só para obter carinho e apoio das outras pessoas, a ponto de se oferecer a fazer coisas desagradáveis.

6) Sente desconforto ou desamparo, quando está sozinho devido ao medo exagerado de ser incapaz de cuidar de si mesmo.

7) Procura rapidamente um relacionamento como fonte de cuidado e amparo, após finalizar um relacionamento íntimo. 

8) Apresenta preocupações irreais com medo de ser abandonado e de ficar sozinho.

6 Sugestões para ser menos dependente

1)Tomar Consciência da dependência emocional.
É o primeiro passo para começar a ultrapassar essa dependência. Sem ter consciência do que acontece consigo, o seu comportamento continua a ser igual e o sofrimento permanece. Devendo desenvolver melhor autoestima.
2) Revalorização
Reconheça o seu próprio valor que pode ser alcançada focalizando-se em pensamentos positivos sobre si mesma, fazendo actividades que a contribuam para se sentir bem, analisando não só as suas limitações, mas também as suas qualidades, aceitando as consequências das suas decisões e estabelecendo objetivos.
3)Identifique as suas necessidades emocionais.
Tente perceber quais são as suas necessidades emocionais. Pode pedir opinião de várias pessoas para descobrir o seu caminho, mas a decisão a responsabilidade da escolha devem ser suas.
4) Aprenda a desenvolver melhor autocontrolo.
Esta aprendizagem requer, envolvimento das suas emoções e atitudes. Acontecem frequentemente situações incontroláveis, sendo necessário ter consciência do que pode ou não controlar. Evitar sempre que as outras pessoas controlem o que deve fazer.
5)Procure desenvolver uma rede sólida de relações. É importante manter contato frequente com amigos e familiares. Evite isolar-se ou viver em função de uma pessoa. 
6) Evite condicionar o que deseja em função de uma pessoa. Em cada um de nós existem necessidades específicas que só são importantes para essa pessoa. Assim, é necessário saber o que deseja para si, devendo alcançar o que a faz feliz independente da vontade dos outros. É necessário reconhecer as suas próprias necessidades, mesmo quando mantém um relacionamento.

Tratamentos
É importante recorrer a ajuda para que a pessoa, consiga melhorar autoconfiança e aumentar a autoestima, por forma a exprimir-se melhor, identificar os seus desejos e necessidades e evitar que sofra de abusos psicológicos ou de violência.

Psicoterapia - Este acompanhamento ajuda a pessoa a compreender as causas dos seus medos, a desenvolver assertividade e as suas competências sociais, tais como:
·Evitar que recorra sempre à opinião de terceiros para decidir;
·Aumentar a capacidade de assumir compromissos;
·Aprender a aceitar as críticas;
·Conseguir melhorar as atitudes e minimizar os receios;
·Melhorar as suas relações interpessoais;
·Encontrar mais prazer na intimidade.

Medicamentos - O uso de medicamentos são pouco eficazes na mudança de comportamento da pessoa com PPD a longo prazo. No entanto e sempre por curtos períodos, a medicação pode minimizar alguns sintomas, em caso de disforia (falta de energia extrema), ansiedade ou depressão. Mas a dependência de medicamentos não proporciona recursos para a pessoa aprender a lidar com as características inerentes da dependência emocional.

terça-feira, 24 de março de 2015

É necessário encerrar ciclos



É preciso saber sempre quando uma etapa chega ao fim. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
 Deixou a casa dos pais? Partiu para viver noutro país? 
Uma amizade antiga terminou sem explicações? 

Pode passar muito tempo a perguntar-se porque aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais nenhum passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: os seus pais, o seu marido ou sua esposa, os seus amigos, os seus filhos, a sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo em frente, e todos sofrerão ao ver-te parado.
 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente crianças, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia numa ligação com uma pessoa que já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para instituições, vender ou doar os seus livros. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras fiquem no seu lugar.
 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está a  jogar nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram o seu génio, que entendam o seu amor. Pare de ligar a sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como sofreu com determinada perda: isso estará apenas a envenená-lo, e nada mais.

Não há nada mais perigoso do que não aceitar o fim dos relacionamentos amorosos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que são sempre adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
 

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e transforme-se em quem é.


Texto de Gloria Hurtado, adaptado por Maria Pascoal psicóloga clínica

segunda-feira, 23 de março de 2015

8 Sintomas de depressão


Nem sempre a pessoa que sofre de depressão ou os seus familiares reconhecem os sintomas desta doença. Esta situação pode acontecer, porque se manifesta de forma diferente de pessoa para pessoa ou por existir alguma dificuldade na identificação dos sintomas implícitos.

1. A pessoa pode não parecer deprimida

Muitas vezes as pessoas deprimidas, conseguem esconder dos outros os sintomas de depressão, como forma de autoproteção. As pessoas usam capas para camuflar o que sentem, querem mostrar aos outros que está tudo bem, mas por trás desse disfarce existe muito sofrimento.

2. Queixas de cansaço frequentes
Um dos sintomas de depressão é o cansaço constante. A sua causa parece ser desconhecida. A pessoa deprimida pode dormir o suficiente, mas acorda quase sempre cansada, explicando a sua falta de energia, por cansaço acumulado ou por características pessoais. Apesar de ser comum, não se manifesta em todas as pessoas.
O reflexo da falta de energia, influência a motivação para interações sociais e provoca diminuição de produtividade. 

3. Irritabilidade constante
O comportamento de uma pessoa deprimida, pode ser associada a sinais de tristeza. Acontece que a pessoa além de triste, fica frequentemente irritada. 

4. Alterações de humor frequentes
As mudanças de humor constantes, são um sinal de depressão em muitas pessoas.

5. Evita manifestações de afeto e impede que as pessoas se preocupem Nem sempre a depressão gera só sentimentos de tristeza e irritabilidade, em muitos casos, a pessoa parece que não sente nada, em relação ao que se passa à sua volta, como se tudo lhe fosse emocionalmente indiferente. Mostra pouco interesse por reações afetivas, tendo dificuldade em lidar com as mesmas.

6. Evita atividades que antes apreciava
Pode ser sinal de depressão se persistir por um longo período de tempo. Este indício pode estar relacionado, com a falta de energia ou porque a pessoa já não consegue retirar prazer dessa atividade.

7. Mudança de hábitos alimentares A pessoa deprimida preocupa-se pouco consigo, pode comer em excesso ou ter pouco apetite. Comer pouco é normal, porque a depressão diminui o apetite, mas pode comer em excesso, por ser uma forma de sentir algum prazer.

8. A capacidade para fazer as tarefas é mais limitada
Sente grande dificuldade em fazer as tarefas habituais. Confrontar a pessoa deprimida com esta situação não a ajuda, só contribui para que se sinta pior, ao ficar magoada com as críticas.

A dificuldade em identificar os sinais, impede muitas vezes a procura de ajuda profissional para realizar o diagnóstico. Mesmo depois de ser diagnosticada, a pessoa pode recusar-se a admitir que sofre de depressão.


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sábado, 21 de março de 2015

13 Sugestões para dormir melhor!



A insónia é uma perturbação do sono, caracterizada por várias dificuldades, em adormecer, em dormir o número de horas necessárias ou em situações que o sono não é suficientemente reparador, acontece nos casos em que a pessoa acorda, mas sente-se cansada, apesar de dormido 7 ou 8 horas.

Dormir bem é fundamental para que a pessoa consiga ter qualidade de vida e, a existência de perturbações do sono acarreta várias consequências no seu dia-a-dia, tais como, diminuição da concentração, lapsos de memória e variações de humor.

Existem medicamentos para eliminar a insónia, especialmente as insónias agudas, ou seja, as que ocorrem pontualmente, por serem pouco frequentes, no entanto, existem consequências quando são tomados com regularidade, como, diminuição de sono profundo e causar dependência a longo prazo.

Estratégias para adormecer melhor e evitar medicamentos!

1-Realize alguma atividade relaxante antes de ir dormir. Deve evitar ir para a cama a pensar em preocupações ou a sentir irritabilidade interna. Procure relaxar antes de adormecer, pode ler até sentir sono, ouvir música calma ou fazer qualquer atividade relaxante ou refeição ligeira se sentir fome. Tente perceber se existe algum ritual que funcione melhor consigo.


2-Se não conseguir dormir ao fim de meia hora levante-se, não continue a dar voltas na cama e tente fazer alguma tarefa relaxante até sentir sono ou anotar alguma coisa que esqueceu. Se costuma ter dificuldade por pensar nas coisas que tem para fazer no dia seguinte, tente anotar as mesmas, antes de tentar adormecer.

3-Deite-se só quando sentir sono. Se vai para a cama sem ter sono para tentar adormecer, só aumenta a ansiedade e dificulta o sono.


4-Comer ou beber muito antes de ir dormir. Evite ir para a cama com a sensação de barriga cheia, assim como beber muitos líquidos, por aumentarem a possibilidade de acordar durante a noite para ir à casa de banho.


5-Evite bebidas estimulantes à noite e se possível durante o dia, não ingira bebidas energéticas, como café, chá preto ou chocolate, após as 16h.


6-Evite ver televisão ou permanecer no computador até ter sono. Este tipo de práticas dificulta que o seu cérebro relaxe e, consequentemente dificulta o adormecer.


7-Evite levar tarefas para o quarto, principalmente se relacionados com o trabalho. Impede assim, de associar o quarto a preocupações.


8-Estabeleça um horário frequente. Deve tentar adormecer e acordar sempre às mesmas horas, inclusive no fins-de-semana. Independentemente do tempo que dormiu durante a noite, tente sempre levantar-se à mesma hora.


9-O quarto deve ter um ambiente harmonioso e tranquilo. Retire o som do telemóvel ou do relógio, por forma, a evitar qualquer tipo de barulho durante a noite. Escolha um colchão, em que se sinta confortável e tente perceber qual a melhor posição para adormecer. Feche bem as persianas, para evitar a entrada de luz, mantenha uma temperatura amena e exclua a televisão do quarto.


10-Se possível não leve telemóvel ou relógio para cabeceira. Não conseguir ver as horas durante a noite, pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono.


11-Pratique exercício físico. A prática regular de alguma atividade desportiva, aumenta a qualidade de sono, segundo alguns estudos em 65% das pessoas. Mas, realizar exercício físico intenso, antes de ir dormir é prejudicial.


12-Não pratique exercício físico nas 6 horas antes de ir para a cama, porque exercício aumenta a temperatura do corpo. O sono é facilitado pela descida da temperatura corporal e da subida da melatonina.


13-Evite fazer sestas, no caso de não conseguir evitá-las, não faça sestas após as 16h e nunca durma mais de 30 minutos.


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segunda-feira, 16 de março de 2015

Como resolvemos os nossos conflitos?



Os conflitos internos, ocorrem dentro de nós e têm como finalidade a autodefesa da pessoa, perante situações percecionadas como sendo ameaçadoras. Estes conflitos criam em nós alguma angústia. Mas é essa angústia que nos estimula a resolver os problemas. No entanto, a pessoa nem sempre consegue resolver os problemas imediatamente, porque os problemas pessoais nem sempre podem ser resolvidos através da razão, por existir uma implicação emocional que reduz a objetividade. Naturalmente por esse motivo, têm de ser solucionados de forma indireta, procurando uma maneira de nos adequarmos aos requisitos da sociedade em que estamos inseridos.

Os mecanismos de defesa são considerados ações psicológicas que têm por objetivo reduzir, qualquer manifestação que possa colocar em perigo a integridade da própria pessoa. Ocorrem quando a pessoa sente alguma dificuldade em lidar com determinada situação ou quando por qualquer razão a considera ameaçadora. As mesmas podem ser, subconscientes ou inconscientes, facilitando que a pessoa encontre uma solução para os seus conflitos, ansiedades, frustrações, ressentimentos, impulsos que não foram resolvidos a nível consciente.

Existe no interior pessoa um conflito permanente para dar sentido às suas experiências, assim como, a necessidade de encontrar explicações para os seus processos internos, sentimentos e comportamentos. Os conflitos surgem para satisfazer a pessoa, na procura de justificações para diminuir a sua angústia, preservando o auto-respeito. Elaboramos para tal, explicações racionais para causas emocionais e motivacionais, por forma a defender o nosso “eu”, Tentado descobrir razões válidas, mesmo que ilusórias, para justificar os nossos fracassos ou as nossas atitudes.

Existem algumas situações em que as dificuldades emocionais, podem persistir durante meses ou anos, originando assim, uma intensa ou sensações desaprazíeis, tais como, ansiedade, sentimentos de culpabilização, medo ou angústia.

Nesses momentos, recorremos a mecanismos de defesa, sem termos consciência disso, por forma, a conseguir eliminar a angústia sentida, incitada por emoções desagradáveis, resultantes de situações stressantes que nos provocam aumento da ansiedade. A base dos mecanismos de defesa é a angústia, por esse motivo, quanto mais a pessoa estiver angustiada, mais acentuados ficam os seus mecanismos de defesa.

Qualquer pessoa pode utilizar mecanismos de defesa, perante uma situação que perceciona como stressante, originando intensa ansiedade. De um modo geral reage da seguinte forma: Enfrentar o problema ou tenta negar e deturpar a realidade da situação. Este tipo de negação da realidade é o mecanismo de defesa.

Estes comportamentos só se tornam patológicos, a partir do momento em que a resposta se torna pouco eficaz, pelo facto de não ser adequada ao conflito que a pessoa está a experienciar. Recorrer frequentemente a mecanismos de defesa ineficazes, pode indicar que a pessoa apresenta sintomas neuróticos ou até sintomas psicóticos em casos mais acentuados.

10 Mecanismos de defesa

1. Idealização - mecanismo que acontece quando a pessoa exagera os aspetos positivos de determinada situação, com o objetivo de se proteger da angústia. Exemplo disso é quando sente que o seu Deus a protege.

2. Racionalização - acontece quando a pessoa utiliza explicações lógicas ou sociavelmente aceitáveis. Exemplo disso, é quando a pessoa tenta explicar a sua obsessão pela arrumação, limpeza ou simetria, dando a justificação de que é muito importante a ter as coisas bem organizadas e limpas, outro exemplo, é quando alguém passa demasiado tempo a jogar, referindo que não tem mais nada para fazer.

3. Negação - sucede quando a pessoa nega ou não reconhece as circunstâncias que a influenciam mas, exprime sentimentos contraditórios relativamente a essa situação. A pessoa ao negar a sua existência é provável que se distancie do impacto desagradável de determinado acontecimentos ou sentimento. Exemplo disso, é quando a pessoa é apanhado a mentir e, continua a negar, referindo que tem provas do que está a dizer. Outra situação, quando uma pessoa não consegue controlar o seu vício de jogo e não reconhece que é dependente do jogo.

4. Projeção - a pessoa transfere os seus pensamentos, sentimentos ou causas do que acontece e outra pessoa. Fazendo com que outra pessoa se sinta culpada pelos mesmos. Acontece quando uma pessoa se sente atraída por alguém mas, acredita que a outra pessoa é que está apaixonada por ela.

5. Deslocamento - Quando alguém se afasta da emoção sentida ou da sua origem por algo que a substitua. Sobrevém por exemplo, no caso de uma pessoa ter ficado irritada com algo que aconteceu no trabalho e, quando chega a casa provoca conflitos familiares.

6. Regressão - quando a pessoa apresenta um comportamento imaturo. Surge quando o adulto tem comportamentos reveladores de pouca maturidade, ou seja, pouco adequados à sua idade. Exemplo disso é quando alguém faz birra porque os amigos não querem ir ao sítio que ela deseja e escolhem outro local.

7. Isolamento – acontece quando a pessoa se desliga dos sentimentos perturbadores. A pessoa torna-se insensível relativamente a determinada situação, descrevendo-a como se tivesse acontecido com outra pessoa. Este pensamento parece ser eficiente, em determinadas circunstâncias, ao colocar no mesmo nível, duas apreciações incompatíveis, sem existir consciência das divergências. É uma forma de isolar as interações inerentes, reduzindo os conflitos internos. Exemplo disso é quando uma pessoa maltrata outra e não sente sentimentos de culpa associados a esse comportamento.

8. Repressão- mecanismo que mantém afastado da consciência alguma ideia penosa. Acontece quando a pessoa sente muita dificuldade em reconhecer os impulsos que originam a sua angústia ou tem dificuldade em recordar situações traumáticas do seu passado. Exemplo disso é quando uma pessoa está numa consulta de psicologia e não se recorda de determinados acontecimentos passados traumáticos, onde o paciente continua a guardar no seu inconsciente os acontecimentos que não deseja recordar.

9. Anulação -  acontece nos casos em que a pessoa recorre a comportamentos ou a rituais mágicos, por forma a conseguir contrariar ou destruir um malefício que imagina, como sendo a causadora dos seus próprios desejos. Exemplo disso é quando se bate na madeira para afastar um pensamento que não queremos que aconteça.

10.Dissociação - mecanismo pelo qual um determinado grupo de pensamentos, é separado de outro grupo de pensamentos. Acontece quando um pensamento é considerado bom e o outro mau. É uma defesa que elimina a angústia de pensar mal de quem se pensa bem. Ajuda a pessoa a não sentir culpa por não ter pensamentos maus de algo bom.

Existem para além destes, outros mecanismos de defesa: identificação; fixação; compensação; introjeção; sublimação; compensação; formação reactiva;reparação e idealização, entre outros.