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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Treino das emoções - Desenvolvimento Relacional


Costuma desenvolver relacionamentos amorosos complicados? Já pensou que a culpa pode ser sua?
Melhorar um relacionamento, implica necessariamente que ambos, tenham maturidade e consciência para reconhecerem as falhas  e, humildade para pedirem desculpa quando fazem algo de errado.

Acontece que muitas pessoas costumam culpar os outros pelas dificuldades que surgem na relação. Responsabilizam a pessoa que têm ao seu lado pelas falhas, mas quase nunca aceitam os seus próprios erros. Isso costuma acontecer com alguma frequência e está convencida de que o mau funcionamento ou o fracasso das relações é condicionado pela escolha das pessoas erradas? Este artigo pode ajudar a clarificar algumas situações. 
É importante analisar a razão pela qual isso acontece. Serão sempre as outras pessoas a falhar? Mas a única pessoa que permanece em todos os relacionamentos é você!
Uma relação é construída por duas pessoas com personalidades distintas. Poderá ser só uma das pessoas a falhar? Não é provável que isso aconteça. Existem maiores probabilidades de uma delas cometer erros mais vezes.
Podem existir várias situações prováveis, até pode acontecer que uma cometa mais erros e consequentemente que o outro parceiro esteja mais vezes certo. Poderá haver alturas em que estão os dois certos. Por último poderão ambos estar errados, mas nenhum deles quer ou consegue reconhecer ou admitir que falhou. Seguindo esta linha, isso implica que ambas erram e acertam em maior ou menor percentagem.
A melhoria da relação deve ser baseada na procura de um equilíbrio, envolvendo atenção permanente de ambos.
A responsabilidade do bom ou mau funcionamento da relação nunca será simplesmente só de um, se ambos a desejam e pretendem fortalecer a ligação. Mas, se não se esforçarem os dois, sendo só uma das partes a querer realmente construir uma relação sólida, o resultado mais provável é que a relação estagne, não consiga fluir… até ao momento em relação começa a morrer aos poucos.
Após essa fase, principalmente se não existir comunicação entre o casal, um começa a sentir-se insatisfeito e o outro acaba por reagir de igual modo.
Começa assim a fase dos problemas e dos conflitos permanentes. É o que ocorre quando os dois não estão em sintonia ou não se empenham com o mesmo vigor, na sua construção da relação. A casa desaba à mínima tempestade, porque não tem uma estrutura forte para continuar.
Começa a fase em que se culpabiliza o outro por tudo o que de mau acontece. Nenhum assume os seus erros pelo mau funcionamento da relação, como se apenas um deles fosse o responsável por tudo o que aconteceu até aí.
Qualquer relacionamento tem bons e maus momentos, altos e baixos, mas para se construir um bom relacionamento, tem de existir flexibilidade, tolerância, boa comunicação e a aceitação de que o outro não pode ser sempre perfeito. É importante evitar opiniões formatadas, juízos de valor, comparações com pessoas de vivências passadas e estereótipos. É fundamental existir vontade de reequilibrar a relação.
Resolva os problemas à medida que forem surgindo, não guarde as pedras no sapato ou vai ter dificuldade em caminhar. Esclareça todas as questões e fale do que sente. Isso é sempre importante! 
A comunicação e o diálogo construtivo é sempre o melhor caminho para a resolução de problemas. Evite acumular tudo o que incomoda. Se isto costuma acontecer, é fácil adivinhar o resultado! Um dia, alguém vai acabar por rebentar quando menos se espera, agravando, assim, os efeitos colaterais.
Procure não tentar adivinhar o que a outra pessoa deseja. Se tem dúvidas, pergunte! Deste modo, livra-se de inquietações. Não espere que passe ou arrisca-se a ver um grão de areia transformar-se numa rocha onde nada poderá existir - muito menos o amor.
Ter consciência das razões pelas quais os relacionamentos anteriores não funcionaram e analisar as suas falhas será certamente a melhor forma de, futuramente, conseguir ter a relação desejada!
Mas após tantos encontros e desencontros, chega uma altura da nossa vida em que é preciso analisar melhor as razões que contribuíram para o fracasso dos relacionamentos anteriores. Repensar sobre os motivos que originaram relações tão complicadas.
Quando esse trabalho não é realizado, contribuí em muitos casos só para aumentar defesas, receios e medos, consequência das marcas profundas das anteriores relações, condicionando a permeabilidade a novos relacionamentos.
E porque somos seres sociais, todos nós precisamos de ter alguém ao nosso lado para amar. Mas saber amar é uma arte que se aprende e desenvolve. Se tem essa perceção ou questões internas por resolver, acredite que, na maior parte das vezes, só com ajuda profissional poderá encontrar as respostas para esses desencontros. Adiar só agrava e aumenta o sofrimento.
Quanto mais eu me conheço, mais melhoro e, consequentemente, melhores relações atraio! Se isto faz sentido para si, SINTA primeiro, escute o seu coração, não se culpe pelos fracassos, este é o caminho a seguir – Basta querer!
Inscrições para grupos terapêuticos de Treino das emoções, com o objetivo de aprender a desenvolver uma estrutura emocional forte, por forma a criar relações mais saudáveis.
Será realizado em pequenos grupos, máximo de 6 pessoas.
Vantagens de ser em grupo:
-Preços mais acessíveis;
- Melhor eficiência na orientação para as dificuldades a ultrapassar;
-Troca de experiências emocionais, o que potencia mudanças mais rápidas.
Horários: Quinta-feira, Sexta às 18h:30m.
Duração: 1 vez por semana – 1h:30m.
Custo: 7,5€ por sessão (Inscrição mensal).
Local: Lisboa


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Sofre de timidez ou de fobia social?


Costuma sentir elevada ansiedade, suores, falta de ar, aumento da frequência cardíaca  quando está na presença de outras pessoas?  Costuma corar, ficar com as mãos transpiradas, sentir a boca seca e dificuldade em falar? Procure perceber se é por ser uma pessoa mais reservada ou se sofre de fobia social.
 

A timidez é um estado natural que impede a normal evolução das relações sociais, algo essencial ao ser humano. Deriva da ansiedade, mais concretamente, do medo de estar exposto aos outros e comunicar com eles, principalmente em contextos pouco familiares ou em situações às quais não se está habituado, como acontece por exemplo numa entrevista de emprego.

Este medo pode ter intensidades diferentes, umas sentem maior desconforto e ansiedade do que outras no momento em se sentem expostos. Em função dessa ansiedade, podemos as distinguir, dois tipos de pessoas, as mais reservadas e as que sofrem de fobia social.

No caso da fobia social ou timidez social, os sintomas são muito mais limitantes por existir medo ou ansiedade intensa em vários contextos diários que conduzem, muitas vezes, a estados depressivo em que a pessoa modifica muitas das suas rotinas e se afasta de interações sociais, podendo chegar ao isolamento.

O motivo desse isolamento ou afastamento é a crença das pessoas em serem inferiores, sentindo assim um pavor de serem agredidas ou humilhadas no contacto com os outros, por exemplo, quando no passado sofreram situações traumáticas, no seu contacto social, actualmente podem sentir repulsa a estas (vítimas de bullying). Muitas vezes, estes receios desenvolvem-se sem a pessoa ter consciência do que está a acontecer e aumentam gradualmente, podendo causar enorme sofrimento e levar ao já referido isolamento. 

As pessoas que sofrem de fobia social apresentam características de submissão, são pouco comunicativos e assertivos, evitam a todo o custo falar sobre si, costumam ter fraco contacto visual e tom de voz. Socialmente é frequente recorrerem a bebidas alcoólicas ou a outro tipo de substâncias, por forma a diminuir a sua inibição. 

Estes tipo de sintomas influenciam e muito, muitas das actividades diárias. Muitas vezes condicionam a procura de emprego e o seu desempenho profissional ou escolar, veja-se o caso de querer evitar todos os locais de trabalho que impliquem contacto com outras pessoas! 

É importante fazer o diagnóstico e procurar ajuda quando a ansiedade e os receios interferem na rotina diária e afectam o relacionamento interpessoal. É necessário procurar ajuda para conseguir a libertação dos medos da exposição social, por forma a encontrar as causas inconscientes deste comportamento.

Os casos de Fobia Social podem originar estados depressivos muito limitadores, como Depressão profunda, impedindo a pessoa de estabelecer qualquer tipo de contacto social.

O tratamento desta perturbação é importante para que a pessoa consiga voltar a ter uma vida normal e, sinta novamente harmonia e tranquilidade no contacto com os outros. Desta forma, é aconselhável recorrer a um psicoterapeuta para efectuar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais cedo possível, ajudando a pessoa a libertar-se da sua timidez social.

Maria Pascoal     

domingo, 29 de março de 2015

Qual a razão de repetir os mesmos erros?



Não há coincidências!

As pessoas muitas vezes, cometem os mesmos erros, têm as mesmas atitudes e, como consequência obtém sempre resultados semelhantes. Acontece geralmente, porque não analisam os seus comportamentos ou por culpabilizarem alguém pelo que lhes acontece.

A única forma de mudar os resultados, sobrevém, no momento em que a pessoa modifica a sua forma de agir. Mas, como as atitudes são difíceis de mudar, continua a persistir o desejo de obter resultados diferentes, mesmo sem alterar qualquer tipo de atitude para que seja possível acontecer.

Enquanto mantiver as mesmas escolhas e opiniões, como pode haver mudança?

Pensa muitas vezes, em mudar de cidade, emprego, casa, amigos e até de relação, mas isso não muda nada, se mantém sempre comportamentos semelhantes. Todas as mudanças que pense efetuar, nunca serão suficientes para terminar com este ciclo de situações desagradáveis e deixar de sentir o mesmo tipo de frustrações.

O que se pode fazer para acabar com este ciclo interminável?

Primeiro é necessário ter consciência que todas as situações semelhantes que lhe acontecem são da sua inteira responsabilidade. É evidente que algumas podem derivar de fatores externos, mas quando existem tantas ocorrências semelhantes, as mesmas, só permanecem, por causa das suas emoções e do seu comportamento que são responsáveis por essas consequências.

As emoções do seu mundo interno, constituem um obstáculo para conseguir tomar melhores decisões e, deixar de cometer sempre os mesmos erros. Estas emoções têm origem em pensamentos como, eu merecia um emprego melhor, uma casa melhor, uma relação mais saudável…ou qualquer outo tipo de desejo que se manifesta para suavizar a sensação de desconforto ou de angústia. No entanto, mesmo pensando desta forma, nada acontece e o ciclo repete-se: Fantasia o desejo e sente algum alívio imediato, mas a culpa reaparece. Os sentimentos de fracasso, diminuem a autoestima e, a pessoa entra num processo de sofrimento, com tendência para se isolar, como consequência da sua sensação de impotência.

Desenvolver capacidade de antecipação, de traçar projetos, de alcançar objetivos ou de resolver problemas e sentir realização pessoal, só depende de si, da forma como se vê e, da sua construção interna de ver o mundo. Na maior parte das vezes, estão condicionadas desde a infância. Sendo em grande parte, todos esses pensamentos enraizados que provocam, as emoções atuais e que originam o mesmo tipo de comportamentos, por se terem tornado hábitos.

Os pensamentos que conduzem aos mesmos resultados, são sempre idênticos em situações semelhantes.

É este ciclo de ideias recalcadas que constituem o impedimento para conseguir alcançar novas tomadas de decisão. É por este motivo, que apesar da pessoa sentir que precisa de fazer mudanças, de fazer novas escolhas ou de inovar em qualquer área, termina quase sempre a cometer os mesmos erros, a ter as mesmas atitudes e as mesmas reações. É isto que gera bloqueio, impeditivo do progresso e da realização, não só pessoal, mas também relacional e profissional.

Só quando conseguir alcançar, autoconsciência dos motivos que a estão a impedir, de ultrapassar as dificuldades, seja em que área for, é que pode ser possível, aprender novas formas para alcançar o desejado e obter novos resultados.

Como é possível adquirir isso?

No momento em que se reaprende a identificar as emoções, tais como, o receio de sofrer ou de enfrentar desafios. Quando deixar de ser resistente à mudança que impede a pessoa, de criar novos hábitos e de saber lidar com a incerteza. Mas tudo isto, só é possível, na altura em que a pessoa, consegue sair da sua zona de conforto.

Se não está a conseguir sozinho as mudanças desejadas, procure ajuda profissional para iniciar a sua transformação. A psicoterapia, permite à pessoa analisar e repensar as suas dificuldades emocionais, permitindo-lhe redescobrir a capacidade para lidar com os problemas e encontrar a melhor forma de os resolver. O processo psicoterapêutico faculta-lhe melhor compreensão das situações e a ter consciência das suas emoções, por forma a conseguir realizar as mudanças pretendidas.

sábado, 28 de março de 2015

O que é a dependência emocional?

A dependência emocional é uma condição emocional ou comportamental que afeta a capacidade da pessoa para ter um relacionamento saudável e satisfatório.

A dependência emocional tem consequências negativas, não só para a pessoa, como também para as pessoas que convivem com ela. Este tipo de relação ocorre quando a pessoa é controlada ou manipulada por outra, em que está implícita uma relação patológica.

A pessoa por causa da sua grande necessidade de aprovação, desenvolvem Perturbação de Personalidade Dependente – PPD, tenta agradar sempre aos outros. Assim, não é de estranhar que sintam enorme frustração, por sentirem obrigação em fazer coisas que não querem e por não conseguirem expressar seus sentimentos.

Existe uma necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que gera comportamentos de submissão e apego, surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos. Neste sentido, a dependência emocional pode ser considerada patológica, quando apresenta , 5 ou ou mais critérios segundo o DSM-5, tais como:

1) Apresenta dificuldades em tomar decisões no dia-a-dia, recorrendo a excessivos conselhos dos outros.

2) Necessita que as outras pessoas assumam responsabilidade pelas principais áreas da sua vida.

3) Manifestar dificuldade em discordar das outras pessoas, devido ao medo de perder o seu apoio ou aprovação.

4) Mostra dificuldade em iniciar um projeto ou em realizar tarefas por si própria, devido a falta de autoconfiança nas suas capacidades. Não está relacionada com falta de motivação ou energia.

5) Recorre a comportamentos ou atitudes extremas, só para obter carinho e apoio das outras pessoas, a ponto de se oferecer a fazer coisas desagradáveis.

6) Sente desconforto ou desamparo, quando está sozinho devido ao medo exagerado de ser incapaz de cuidar de si mesmo.

7) Procura rapidamente um relacionamento como fonte de cuidado e amparo, após finalizar um relacionamento íntimo. 

8) Apresenta preocupações irreais com medo de ser abandonado e de ficar sozinho.

6 Sugestões para ser menos dependente

1)Tomar Consciência da dependência emocional.
É o primeiro passo para começar a ultrapassar essa dependência. Sem ter consciência do que acontece consigo, o seu comportamento continua a ser igual e o sofrimento permanece. Devendo desenvolver melhor autoestima.
2) Revalorização
Reconheça o seu próprio valor que pode ser alcançada focalizando-se em pensamentos positivos sobre si mesma, fazendo actividades que a contribuam para se sentir bem, analisando não só as suas limitações, mas também as suas qualidades, aceitando as consequências das suas decisões e estabelecendo objetivos.
3)Identifique as suas necessidades emocionais.
Tente perceber quais são as suas necessidades emocionais. Pode pedir opinião de várias pessoas para descobrir o seu caminho, mas a decisão a responsabilidade da escolha devem ser suas.
4) Aprenda a desenvolver melhor autocontrolo.
Esta aprendizagem requer, envolvimento das suas emoções e atitudes. Acontecem frequentemente situações incontroláveis, sendo necessário ter consciência do que pode ou não controlar. Evitar sempre que as outras pessoas controlem o que deve fazer.
5)Procure desenvolver uma rede sólida de relações. É importante manter contato frequente com amigos e familiares. Evite isolar-se ou viver em função de uma pessoa. 
6) Evite condicionar o que deseja em função de uma pessoa. Em cada um de nós existem necessidades específicas que só são importantes para essa pessoa. Assim, é necessário saber o que deseja para si, devendo alcançar o que a faz feliz independente da vontade dos outros. É necessário reconhecer as suas próprias necessidades, mesmo quando mantém um relacionamento.

Tratamentos
É importante recorrer a ajuda para que a pessoa, consiga melhorar autoconfiança e aumentar a autoestima, por forma a exprimir-se melhor, identificar os seus desejos e necessidades e evitar que sofra de abusos psicológicos ou de violência.

Psicoterapia - Este acompanhamento ajuda a pessoa a compreender as causas dos seus medos, a desenvolver assertividade e as suas competências sociais, tais como:
·Evitar que recorra sempre à opinião de terceiros para decidir;
·Aumentar a capacidade de assumir compromissos;
·Aprender a aceitar as críticas;
·Conseguir melhorar as atitudes e minimizar os receios;
·Melhorar as suas relações interpessoais;
·Encontrar mais prazer na intimidade.

Medicamentos - O uso de medicamentos são pouco eficazes na mudança de comportamento da pessoa com PPD a longo prazo. No entanto e sempre por curtos períodos, a medicação pode minimizar alguns sintomas, em caso de disforia (falta de energia extrema), ansiedade ou depressão. Mas a dependência de medicamentos não proporciona recursos para a pessoa aprender a lidar com as características inerentes da dependência emocional.

terça-feira, 24 de março de 2015

É necessário encerrar ciclos



É preciso saber sempre quando uma etapa chega ao fim. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
 Deixou a casa dos pais? Partiu para viver noutro país? 
Uma amizade antiga terminou sem explicações? 

Pode passar muito tempo a perguntar-se porque aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais nenhum passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: os seus pais, o seu marido ou sua esposa, os seus amigos, os seus filhos, a sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo em frente, e todos sofrerão ao ver-te parado.
 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente crianças, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia numa ligação com uma pessoa que já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para instituições, vender ou doar os seus livros. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras fiquem no seu lugar.
 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está a  jogar nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram o seu génio, que entendam o seu amor. Pare de ligar a sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como sofreu com determinada perda: isso estará apenas a envenená-lo, e nada mais.

Não há nada mais perigoso do que não aceitar o fim dos relacionamentos amorosos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que são sempre adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
 

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e transforme-se em quem é.


Texto de Gloria Hurtado, adaptado por Maria Pascoal psicóloga clínica

segunda-feira, 23 de março de 2015

8 Sintomas de depressão


Nem sempre a pessoa que sofre de depressão ou os seus familiares reconhecem os sintomas desta doença. Esta situação pode acontecer, porque se manifesta de forma diferente de pessoa para pessoa ou por existir alguma dificuldade na identificação dos sintomas implícitos.

1. A pessoa pode não parecer deprimida

Muitas vezes as pessoas deprimidas, conseguem esconder dos outros os sintomas de depressão, como forma de autoproteção. As pessoas usam capas para camuflar o que sentem, querem mostrar aos outros que está tudo bem, mas por trás desse disfarce existe muito sofrimento.

2. Queixas de cansaço frequentes
Um dos sintomas de depressão é o cansaço constante. A sua causa parece ser desconhecida. A pessoa deprimida pode dormir o suficiente, mas acorda quase sempre cansada, explicando a sua falta de energia, por cansaço acumulado ou por características pessoais. Apesar de ser comum, não se manifesta em todas as pessoas.
O reflexo da falta de energia, influência a motivação para interações sociais e provoca diminuição de produtividade. 

3. Irritabilidade constante
O comportamento de uma pessoa deprimida, pode ser associada a sinais de tristeza. Acontece que a pessoa além de triste, fica frequentemente irritada. 

4. Alterações de humor frequentes
As mudanças de humor constantes, são um sinal de depressão em muitas pessoas.

5. Evita manifestações de afeto e impede que as pessoas se preocupem Nem sempre a depressão gera só sentimentos de tristeza e irritabilidade, em muitos casos, a pessoa parece que não sente nada, em relação ao que se passa à sua volta, como se tudo lhe fosse emocionalmente indiferente. Mostra pouco interesse por reações afetivas, tendo dificuldade em lidar com as mesmas.

6. Evita atividades que antes apreciava
Pode ser sinal de depressão se persistir por um longo período de tempo. Este indício pode estar relacionado, com a falta de energia ou porque a pessoa já não consegue retirar prazer dessa atividade.

7. Mudança de hábitos alimentares A pessoa deprimida preocupa-se pouco consigo, pode comer em excesso ou ter pouco apetite. Comer pouco é normal, porque a depressão diminui o apetite, mas pode comer em excesso, por ser uma forma de sentir algum prazer.

8. A capacidade para fazer as tarefas é mais limitada
Sente grande dificuldade em fazer as tarefas habituais. Confrontar a pessoa deprimida com esta situação não a ajuda, só contribui para que se sinta pior, ao ficar magoada com as críticas.

A dificuldade em identificar os sinais, impede muitas vezes a procura de ajuda profissional para realizar o diagnóstico. Mesmo depois de ser diagnosticada, a pessoa pode recusar-se a admitir que sofre de depressão.


Compartilhe este artigo, pode fazer diferença na vida de alguém!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Perturbação obsessivo-compulsiva-10 indícios



É uma doença do foro psicológico/psiquiátrico relacionada com a ansiedade, que se caracteriza pela existência de pensamentos obsessivos e compulsivos, em que a pessoa tem comportamentos repetitivos e atípicos, ideias irracionais e rituais incontroláveis, relativamente a questões de saúde, higiene, simetria ou perfeição. Este tipo de comportamentos, interferem nas atividades diárias, causando enorme desconforto e sofrimento.

Estes comportamentos repetitivos, atípicos, ideias irracionais e rituais incontroláveis, são denominados de compulsão, sendo originados por pensamentos persistentes e, a pessoa não os consegue evitar são denominados de obsessão.

As compulsões são comportamentos ou actos repetitivos e voluntários. A pessoa tem este tipo de comportamentos para reduzir a ansiedade ou para diminuir o mal-estar, provocado por uma obsessão, por forma a prevenir alguma circunstância que receia.

A Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo que se utiliza para anular determinada obsessão. Exemplos disso são, o lavar as mãos frequentemente, verificar repetidamente se não esqueceu de fazer alguma coisa, voltar atrás para verificar se deixou o carro fechado, as luzes acesas, a torneira aberta. Estes comportamentos só são considerados compulsivos, se a pessoa tiver necessidade de os repetir inúmeras vezes para ter a certeza que fez o pretendido ou quando existe algum comportamento ritualizado sem razão aparente para existir, pode ser considerada Perturbação obsessivo-compulsiva, no caso de prejudicar vida da pessoa no dia-a-dia.

As obsessões tendem a aumentar a ansiedade, inversamente, a ansiedade diminui quando a pessoa realiza as compulsões. É por este motivo, que quando a pessoa não realiza a compulsão a sua ansiedade aumenta. Apesar da pessoa reconhecer que tanto a compulsão, como a obsessão são irracionais e que as mesmas fogem ao seu controlo e vontade, causam enorme sofrimento, influenciando a sua rotina, o seu trabalho e os seus relacionamentos interpessoais.

A compulsão cria atitudes e comportamentos conscientes, mas incontroláveis. A própria pessoa percebe que não têm sentido, no entanto, não os consegue controlar. Existem algumas compulsões em que a pessoa na presença de outras pessoas consegue ter esse controlo mas, quando está sozinha não. Muitas vezes a pessoa esconde as suas ideias ou comportamentos por vergonha e fica com receio de estar a ficar perturbada.

A Perturbação obsessivo-compulsiva pode desenvolver-se em crianças ou em adultos. Ocorre tanto em homens como em mulheres. Os sintomas podem permanecer durante muitos anos, alternando entre períodos de crise e períodos normais.

É uma das perturbações da ansiedade que causa desgaste físico, intelectual e emocional  mas, pode ser eliminada com uma intervenção precoce, no momento em que ocorrem os primeiros sintomas. Se suspeita que sofre de Perturbação obsessivo-compulsiva, não hesite em pedir ajuda, porque a perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva. A psicoterapia é necessária e muitas vezes existe necessidade de recorrer a medicação. 

10 Indicadores de perturbação obsessiva-compulsiva

1.Verifica repetidamente aquilo que faz? Por exemplo volta atrás para verificar se deixou o carro fechado, as luzes desligadas ou alguma torneira aberta.

2.Habitualmente tem pensamentos insistentes, apesar de não existir motivo aparente?

3.Quando tem alguns pensamentos causam-lhe incómodo e por mais que deseje, não os consegue evitar?

4.Quando tem determinado pensamento, faz alguma coisa em particular para reduzir o incómodo sentido ou tem algum ritual especifico?

5.A sua ansiedade aumenta quando tem alguns pensamentos específicos?

6.Costuma repetir alguns comportamentos sem ter motivo aparente?

7.Tem rituais de higiene? Por exemplo, lava as mãos muitas vezes e sem necessidade.

8.Tem consciência que demora muito tempo a realizar as tarefas no seu dia-a-dia?

9.Tem necessidade de ter tudo organizado em casa e no trabalho?

10.Incomoda-o se os objetos não estão no lugar adequado e/ou em simetria?

Se respondeu afirmativamente a estas questões, procure ajuda especializada, porque pode estar a desenvolver uma perturbação obsessiva-compulsiva    

segunda-feira, 2 de março de 2015

O que é um déjá vu?

Quantos já o experienciaram?


Déjà vu, significa “já visto”, em francês. É a sensação que temos perante uma situação especifica, como se já a tivéssemos vivido, só que numa vivência passada. Muito se tem falado sobre o tema, mas até ao momento, não existe nenhum estudo que demonstre verdadeiramente, qual o motivo para que este fenómeno estranho aconteça, existem no entanto algumas teorias seguidamente abordadas.

Existe quem atribua a este fenómeno um significado místico ou sobrenatural. No entanto, os cientistas questionam se essa sensação estranha não será uma característica psicológica, uma reação neurológica ou uma confusão da mente.

A religião budista, encaram o déjà vu, como sendo o resultado da conexão do cérebro com lembranças ocorridas não só na vida actual das pessoas, como nas vidas anteriores, resultantes de outras encarnações.


Alguns cientistas franceses, afirmam que o déjà vu é o resultado de estímulos elétricos no lóbulo temporal, muito frequente em pessoas com distúrbios neurológicos, como a epilepsia.


A revista New Scientist, em 2007 publicou um estudo feito por cientistas da Universidade de Leed, referindo que o déjà vu, é uma reação natural do cérebro perante estímulos externos. Pelo facto do cérebro humano apresentar sequência de registos infinita, e que ao serem processadas pelas pessoas perante um determinado estímulo externo, tais como, olfativas, auditivas, visuais, sensações, entre outros. Geralmente, no momento em que há um estímulo externo, o cérebro relaciona-o com os registos conscientes da memória. 

Este mesmo estudo, refere que no caso dessa relação não ser possível, o cérebro procura a relações dos estímulos externos com registos de memória reunidos pela pessoa de forma inconsciente. Como consequência, a pessoa experimenta essa sensação de um déjà vu.

domingo, 1 de março de 2015

5 fases - Processo de luto


No processo de luto existem 5 fases: 

Cada fase não tem um tempo predefinido, depende do tipo relação afectiva que existe com a pessoa que morre. A fase da depressão é a que leva mais tempo, podendo demorar muito tempo,  a pessoa pode nunca conseguir chegar à fase de aceitação.

1. Negação: Depende da forma como a pessoa lida com o sofrimento, é um mecanismo de defesa temporário do ego, na presença de sofrimento psicológico perante a morte. É o momento em que achamos impossível aquela pessoa ter morrido, é o momento em não queremos acreditar que ficamos sem a sua presença na nossa vida.

2. Raiva: A pessoa pode sentir raiva por aquilo que aconteceu. Apresenta muitas vezes pensamentos, do tipo, porque é que tinha de acontecer, logo a mim! As suas relações interpessoais tornam-se muitas vezes conflituosas, surgindo ressentimentos, sentimentos de inveja e revolta. Nessa altura é difícil acreditar no afecto ou nas palavras de conforto demonstradas pelos outros.

3. Negociação: Após ultrapassada a fase anterior, a pessoa começa a colocar a hipótese da perda da pessoa. Faz muitas vezes promessas e sacrifícios para que o sucedido não seja verdade. Elabora tentativas de gerir as emoções ou até culpar alguém pela sua morte. 

4. Depressão: Sentimentos de desesperança, tristeza, culpa e medos são frequentes. A pessoa toma consciência de que a morte daquela pessoa é incontornável. Existe necessidade de isolamento e introspecção, para a pessoa tenha consciência do ocorrido. Nesta fase, já não consegue negar a realidade presente. É quando sente verdadeiramente sentimentos de perda. 

5. Aceitação: Fase em que pessoa já não nega o que aconteceu e, a morte da pessoa é aceite com consciência e serenidade. É importante que a pessoa chegue a esta fase de aceitação, individualmente ou com apoio psicológico. Contudo, ao aceitar não significa que a pessoa consiga sentir-se feliz. 

Estas fases podem não surgir nesta ordem e, nem todas as pessoas os experienciam todas as fases, mas em casos de perda passamos pelo menos por duas fases.

É um processo acompanhado por um misto de sentimentos, tais como, ansiedade, tristeza, culpa, raiva, solidão, fadiga…


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O que é o stress - como eliminá-lo?



Uma expressão muito utilizada nos dias de hoje, sendo uma das doenças mais graves na sociedade em que vivemos. Mas é importante referir que o stress é uma das funções vitais do organismo.

O stress é uma indicação de alarme do nosso organismo perante o perigo, no qual as glândulas supra-renais aumentam a produção de adrenalina que provoca a contração dos músculos e reduz os tempos de reação, essencial para a sobrevivência.

Quando os acontecimentos que geram stress permanecem, a pessoa sente mal-estar e cansaço físico que afectam a sua saúde. Os sintomas de stress são muitos e diversificados e no começo podem parecer benignos, mas se não forem diagnosticados e tratados, prejudicam gravemente a saúde.

Como perceber se sofre de stress?

É essencial perceber os sinais característicos do stress, em si próprio e no ambiente em que vive.

Cansaço – Sensação de ao acordar, de sentir que não descansou o suficiente. Este sintoma não deve ser negligenciado.

Relações interpessoais difíceis A pessoa sente pouca tolerância no contacto com as outras pessoas, evita estar com os amigos, mas sente-se só. Os seus relacionamentos vão-se tornando pouco saudáveis.

Desânimo  A pessoa tem dificuldade em enfrentar as situações do dia-a-dia, não consegue resolver os problemas e muitas vezes tenta, mas não consegue sair da situação em que se encontra.
Sente-se desanimada ao lidar com qualquer obstáculo, tem atitudes que não eram habituais. Não tem iniciativa para nada e tenta evitar qualquer situação frustrante, como tal, esquiva-se de tudo o que a possa conduzir a uma contrariedade, isolando-se cada vez mais, o que só vai agravando o seu estado depressivo.

Causas do stress:

*A pessoa sente uma sensação de impotência perante determinadas adversidades, os conflitos com as pessoas à sua volta começam a ser frequentes;

*Vai acumulando as coisas que tem para fazer, seja por sentir cansaço ou pela pouca motivação para fazer tarefas. Consequentemente, vai-se sentindo impotente, por não conseguir dar conta de tudo o que tem para fazer.

Sintomas e consequências:

Insónia; dores de cabeça frequentes; problemas gástricos; ansiedade, tristeza; maior transpiração; impotência sexual; asma, ataques de pânico, depressão...


3 Formas de reduzir o stress

1.Consciencialização – Estar atenta aos sinais de alarme que o corpo transmite é importante, por forma a evitar que os sintomas do stress aumentem. É essencial compreender o que está acontecer na vida da pessoa, para poder perceber o que está a causar esses os sintomas.
Esta tomada de consciência permite a analisar a situação e manter o foco na eliminação dos estímulos causadores de pressão e arranjar estratégias para que se possa diminui-los.

2.Analisar a situação – Perceber quais as situações que contribuem para  elevar o nível stress e atuar na redução dos sintomas.

3.Compensação – Avaliar o estilo de vida da pessoa para modificar os pensamentos e atitudes que estão a desencadear stress.

Realizar um diagnóstico é importante, quando não se está a controlar os sintomas, porque o nível de stress vai aumentando sem parar, sem retrocessos se a pessoa não fizer nada para mudar ou não procurar tratamento. Irá sentir-se cada vez pior e, o seu estado piorará ao longo dos dias. Quanto mais tempo deixar andar, mais difícil é conseguir ultrapassar a situação em que se encontra.

Analisar quais foram os acontecimentos que contribuíram para o seu estado de stress, é a primeira etapa, para que seja reposto o bem-estar. 

É necessário que a pessoa procure acompanhamento quando apresenta alguns destes sintomas físicos há pelos menos 3 meses. 
As queixas não devem ser negligenciadas, porque se não forem eliminadas podem dar origem a doenças. Deve prevenir em vez de remediar.




Burnout é um conjunto de sintomas que estão relacionados com o excesso de trabalho.

Sintomas frequentes:
Problemas digestivos; dores de cabeça; insónias; tristeza; desmotivação laboral e depressão.

Como prevenir - Burnout?

*Passe mais tempo com as pessoas efectivamente significativas;

*Fale dos seus problemas a alguém da sua confiança;

*Inscreva-se em actividades que goste;

*Hábitos de alimentação saudáveis;

*Faça exercício físico com regularidade, incluindo alguns de relaxamento;

*Estabeleça prioridades na organização de tarefas para não criar expectativas irrealistas;Chegar ao estado de Burnout é sentir tensão emocional e stress profissional crónicos.