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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Antidepressivos sem terapia não têm efeito



A depressão é uma doença, onde existe intenso sofrimento, pode manifestar-se por inúmeros sintomas psicológicos ou físicos e o seu diagnóstico deve ser corretamente realizado.

Os antidepressivos são medicamentos que actuam no sistema nervoso central, regulando o estado de humor, no caso de a pessoa estar deprimida. Os seus sintomas são angústia, alteração no sono e apetite, desmotivação ou falta de energia, entre outros.  

Estudos recentes têm demonstrado que os antidepressivos, Modificam e corrigem a transmissão neuro-química em áreas do Sistema Nervoso que regulam o estado do humor, quando está afectado negativamente num grau significativo. Mas, estes medicamentos não funcionam quando o estado de humor da pessoa é normal.

Os antidepressivos isoladamente não geram mudanças no cérebro. Tomar medicação só é benéfico, se a pessoa for acompanhada em sessões de psicoterapia ou de reabilitação, segundo o neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsínquia. Mencionando também que “ tomar antidepressivos não é suficiente, é necessário indicar ao cérebro quais são as ligações desejadas. Os antidepressivos só geram resultados de longa duração se a pessoa for acompanhada em sessões de psicoterapia.”

A alteração do estado de humor com recurso a antidepressivos, só é benéfica quando a pessoa é ajudada e acompanhada em sessões de psicoterapia, por forma a surtir efeito a longo prazo.

As inúmeras pesquisas demonstram que os antidepressivos, isoladamente não eliminam os sintomas a longo prazo, porque o seu objectivo é o de restaurar a flexibilidade no cérebro. Os antidepressivos permitem a flexibilidade cerebral, que possibilitam a formação e a adaptação de ligações cerebrais. Só quando existe é possível, conseguir superar os problemas, originados por falhas de ligações, tais como medos, fobias, ansiedade, depressão, entre outros.

Nesse estudo ficou demonstrado que os antidepressivos isoladamente não surtem efeitos em alguns problemas. A necessidade medicamentos e de terapia, é importante e explica porque em muitas pessoas os antidepressivos nem sempre têm efeito, o que acontece quando a pessoa não altera a sua forma de viver. A medicação isoladamente, não desenvolve capacidade para produzir mudanças no cérebro, fazendo com que a pessoa não se sinta melhor após deixar os antidepressivos por manterem dificuldade em lidar com as emoções.

Estes medicamentos são uma pílula milagrosa? Apesar de ser um medicamento é uma droga. O tempo em que deve tomar um antidepressivo, deve ser decisão do seu médico, mas geralmente, a terapêutica de uma depressão deve ser em média de 6 meses de tratamento. Sendo essencial que a medicação seja justificada e por um tempo adequado, como em outros casos da medicina, mas é indispensável compreender a motivação e existir apoio psicológico.

Os antidepressivos são sempre eficazes? Não. Em alguns casos a depressão não desaparece com antidepressivos por diversos motivos, tais como, consumo de álcool ou de drogas, coexistência de doença física ou por fatores psico-sociais.

As depressões são muito diferentes nos sintomas que apresentam. O antidepressivo, corretamente prescrito, geralmente produz alívio da maioria dos sintomas depressivos, como a tristeza intensa, a angústia, desmotivação, a falta de concentração, diminuição da energia, as alterações do sono e do apetite, autodesvalorização, culpa e ideias de suicídio. 

Mas, será que após a eliminação dos sintomas, em que a dificuldade da pessoa é saber lidar com as adversidades, justifica-se tomar antidepressivos? Não, sendo por essa razão, útil e necessário combinar a medicação antidepressiva com psicoterapia para se desenvolverem recursos e aprender a lidar com situações específicos que geram vários sintomas, tais como, ansiedade, alteração no sono, desmotivação, stress.

Os antidepressivos são medicamentos que podem não produzir dependência, quando a sua ação terapêutica é resultante de um reequilíbrio da perturbação depressiva. Mas as substâncias psico-estimulantes produzem dependência!

Qual é a razão de existirem milhões de pessoas em todo o mundo a recorrer a antidepressivos anos e anos consecutivos? Devem existir razões que o justifiquem!

sábado, 28 de março de 2015

O que é a dependência emocional?

A dependência emocional é uma condição emocional ou comportamental que afeta a capacidade da pessoa para ter um relacionamento saudável e satisfatório.

A dependência emocional tem consequências negativas, não só para a pessoa, como também para as pessoas que convivem com ela. Este tipo de relação ocorre quando a pessoa é controlada ou manipulada por outra, em que está implícita uma relação patológica.

A pessoa por causa da sua grande necessidade de aprovação, desenvolvem Perturbação de Personalidade Dependente – PPD, tenta agradar sempre aos outros. Assim, não é de estranhar que sintam enorme frustração, por sentirem obrigação em fazer coisas que não querem e por não conseguirem expressar seus sentimentos.

Existe uma necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que gera comportamentos de submissão e apego, surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos. Neste sentido, a dependência emocional pode ser considerada patológica, quando apresenta , 5 ou ou mais critérios segundo o DSM-5, tais como:

1) Apresenta dificuldades em tomar decisões no dia-a-dia, recorrendo a excessivos conselhos dos outros.

2) Necessita que as outras pessoas assumam responsabilidade pelas principais áreas da sua vida.

3) Manifestar dificuldade em discordar das outras pessoas, devido ao medo de perder o seu apoio ou aprovação.

4) Mostra dificuldade em iniciar um projeto ou em realizar tarefas por si própria, devido a falta de autoconfiança nas suas capacidades. Não está relacionada com falta de motivação ou energia.

5) Recorre a comportamentos ou atitudes extremas, só para obter carinho e apoio das outras pessoas, a ponto de se oferecer a fazer coisas desagradáveis.

6) Sente desconforto ou desamparo, quando está sozinho devido ao medo exagerado de ser incapaz de cuidar de si mesmo.

7) Procura rapidamente um relacionamento como fonte de cuidado e amparo, após finalizar um relacionamento íntimo. 

8) Apresenta preocupações irreais com medo de ser abandonado e de ficar sozinho.

6 Sugestões para ser menos dependente

1)Tomar Consciência da dependência emocional.
É o primeiro passo para começar a ultrapassar essa dependência. Sem ter consciência do que acontece consigo, o seu comportamento continua a ser igual e o sofrimento permanece. Devendo desenvolver melhor autoestima.
2) Revalorização
Reconheça o seu próprio valor que pode ser alcançada focalizando-se em pensamentos positivos sobre si mesma, fazendo actividades que a contribuam para se sentir bem, analisando não só as suas limitações, mas também as suas qualidades, aceitando as consequências das suas decisões e estabelecendo objetivos.
3)Identifique as suas necessidades emocionais.
Tente perceber quais são as suas necessidades emocionais. Pode pedir opinião de várias pessoas para descobrir o seu caminho, mas a decisão a responsabilidade da escolha devem ser suas.
4) Aprenda a desenvolver melhor autocontrolo.
Esta aprendizagem requer, envolvimento das suas emoções e atitudes. Acontecem frequentemente situações incontroláveis, sendo necessário ter consciência do que pode ou não controlar. Evitar sempre que as outras pessoas controlem o que deve fazer.
5)Procure desenvolver uma rede sólida de relações. É importante manter contato frequente com amigos e familiares. Evite isolar-se ou viver em função de uma pessoa. 
6) Evite condicionar o que deseja em função de uma pessoa. Em cada um de nós existem necessidades específicas que só são importantes para essa pessoa. Assim, é necessário saber o que deseja para si, devendo alcançar o que a faz feliz independente da vontade dos outros. É necessário reconhecer as suas próprias necessidades, mesmo quando mantém um relacionamento.

Tratamentos
É importante recorrer a ajuda para que a pessoa, consiga melhorar autoconfiança e aumentar a autoestima, por forma a exprimir-se melhor, identificar os seus desejos e necessidades e evitar que sofra de abusos psicológicos ou de violência.

Psicoterapia - Este acompanhamento ajuda a pessoa a compreender as causas dos seus medos, a desenvolver assertividade e as suas competências sociais, tais como:
·Evitar que recorra sempre à opinião de terceiros para decidir;
·Aumentar a capacidade de assumir compromissos;
·Aprender a aceitar as críticas;
·Conseguir melhorar as atitudes e minimizar os receios;
·Melhorar as suas relações interpessoais;
·Encontrar mais prazer na intimidade.

Medicamentos - O uso de medicamentos são pouco eficazes na mudança de comportamento da pessoa com PPD a longo prazo. No entanto e sempre por curtos períodos, a medicação pode minimizar alguns sintomas, em caso de disforia (falta de energia extrema), ansiedade ou depressão. Mas a dependência de medicamentos não proporciona recursos para a pessoa aprender a lidar com as características inerentes da dependência emocional.

segunda-feira, 23 de março de 2015

8 Sintomas de depressão


Nem sempre a pessoa que sofre de depressão ou os seus familiares reconhecem os sintomas desta doença. Esta situação pode acontecer, porque se manifesta de forma diferente de pessoa para pessoa ou por existir alguma dificuldade na identificação dos sintomas implícitos.

1. A pessoa pode não parecer deprimida

Muitas vezes as pessoas deprimidas, conseguem esconder dos outros os sintomas de depressão, como forma de autoproteção. As pessoas usam capas para camuflar o que sentem, querem mostrar aos outros que está tudo bem, mas por trás desse disfarce existe muito sofrimento.

2. Queixas de cansaço frequentes
Um dos sintomas de depressão é o cansaço constante. A sua causa parece ser desconhecida. A pessoa deprimida pode dormir o suficiente, mas acorda quase sempre cansada, explicando a sua falta de energia, por cansaço acumulado ou por características pessoais. Apesar de ser comum, não se manifesta em todas as pessoas.
O reflexo da falta de energia, influência a motivação para interações sociais e provoca diminuição de produtividade. 

3. Irritabilidade constante
O comportamento de uma pessoa deprimida, pode ser associada a sinais de tristeza. Acontece que a pessoa além de triste, fica frequentemente irritada. 

4. Alterações de humor frequentes
As mudanças de humor constantes, são um sinal de depressão em muitas pessoas.

5. Evita manifestações de afeto e impede que as pessoas se preocupem Nem sempre a depressão gera só sentimentos de tristeza e irritabilidade, em muitos casos, a pessoa parece que não sente nada, em relação ao que se passa à sua volta, como se tudo lhe fosse emocionalmente indiferente. Mostra pouco interesse por reações afetivas, tendo dificuldade em lidar com as mesmas.

6. Evita atividades que antes apreciava
Pode ser sinal de depressão se persistir por um longo período de tempo. Este indício pode estar relacionado, com a falta de energia ou porque a pessoa já não consegue retirar prazer dessa atividade.

7. Mudança de hábitos alimentares A pessoa deprimida preocupa-se pouco consigo, pode comer em excesso ou ter pouco apetite. Comer pouco é normal, porque a depressão diminui o apetite, mas pode comer em excesso, por ser uma forma de sentir algum prazer.

8. A capacidade para fazer as tarefas é mais limitada
Sente grande dificuldade em fazer as tarefas habituais. Confrontar a pessoa deprimida com esta situação não a ajuda, só contribui para que se sinta pior, ao ficar magoada com as críticas.

A dificuldade em identificar os sinais, impede muitas vezes a procura de ajuda profissional para realizar o diagnóstico. Mesmo depois de ser diagnosticada, a pessoa pode recusar-se a admitir que sofre de depressão.


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sábado, 21 de março de 2015

13 Sugestões para dormir melhor!



A insónia é uma perturbação do sono, caracterizada por várias dificuldades, em adormecer, em dormir o número de horas necessárias ou em situações que o sono não é suficientemente reparador, acontece nos casos em que a pessoa acorda, mas sente-se cansada, apesar de dormido 7 ou 8 horas.

Dormir bem é fundamental para que a pessoa consiga ter qualidade de vida e, a existência de perturbações do sono acarreta várias consequências no seu dia-a-dia, tais como, diminuição da concentração, lapsos de memória e variações de humor.

Existem medicamentos para eliminar a insónia, especialmente as insónias agudas, ou seja, as que ocorrem pontualmente, por serem pouco frequentes, no entanto, existem consequências quando são tomados com regularidade, como, diminuição de sono profundo e causar dependência a longo prazo.

Estratégias para adormecer melhor e evitar medicamentos!

1-Realize alguma atividade relaxante antes de ir dormir. Deve evitar ir para a cama a pensar em preocupações ou a sentir irritabilidade interna. Procure relaxar antes de adormecer, pode ler até sentir sono, ouvir música calma ou fazer qualquer atividade relaxante ou refeição ligeira se sentir fome. Tente perceber se existe algum ritual que funcione melhor consigo.


2-Se não conseguir dormir ao fim de meia hora levante-se, não continue a dar voltas na cama e tente fazer alguma tarefa relaxante até sentir sono ou anotar alguma coisa que esqueceu. Se costuma ter dificuldade por pensar nas coisas que tem para fazer no dia seguinte, tente anotar as mesmas, antes de tentar adormecer.

3-Deite-se só quando sentir sono. Se vai para a cama sem ter sono para tentar adormecer, só aumenta a ansiedade e dificulta o sono.


4-Comer ou beber muito antes de ir dormir. Evite ir para a cama com a sensação de barriga cheia, assim como beber muitos líquidos, por aumentarem a possibilidade de acordar durante a noite para ir à casa de banho.


5-Evite bebidas estimulantes à noite e se possível durante o dia, não ingira bebidas energéticas, como café, chá preto ou chocolate, após as 16h.


6-Evite ver televisão ou permanecer no computador até ter sono. Este tipo de práticas dificulta que o seu cérebro relaxe e, consequentemente dificulta o adormecer.


7-Evite levar tarefas para o quarto, principalmente se relacionados com o trabalho. Impede assim, de associar o quarto a preocupações.


8-Estabeleça um horário frequente. Deve tentar adormecer e acordar sempre às mesmas horas, inclusive no fins-de-semana. Independentemente do tempo que dormiu durante a noite, tente sempre levantar-se à mesma hora.


9-O quarto deve ter um ambiente harmonioso e tranquilo. Retire o som do telemóvel ou do relógio, por forma, a evitar qualquer tipo de barulho durante a noite. Escolha um colchão, em que se sinta confortável e tente perceber qual a melhor posição para adormecer. Feche bem as persianas, para evitar a entrada de luz, mantenha uma temperatura amena e exclua a televisão do quarto.


10-Se possível não leve telemóvel ou relógio para cabeceira. Não conseguir ver as horas durante a noite, pode diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono.


11-Pratique exercício físico. A prática regular de alguma atividade desportiva, aumenta a qualidade de sono, segundo alguns estudos em 65% das pessoas. Mas, realizar exercício físico intenso, antes de ir dormir é prejudicial.


12-Não pratique exercício físico nas 6 horas antes de ir para a cama, porque exercício aumenta a temperatura do corpo. O sono é facilitado pela descida da temperatura corporal e da subida da melatonina.


13-Evite fazer sestas, no caso de não conseguir evitá-las, não faça sestas após as 16h e nunca durma mais de 30 minutos.


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segunda-feira, 9 de março de 2015

Perturbação obsessivo-compulsiva-10 indícios



É uma doença do foro psicológico/psiquiátrico relacionada com a ansiedade, que se caracteriza pela existência de pensamentos obsessivos e compulsivos, em que a pessoa tem comportamentos repetitivos e atípicos, ideias irracionais e rituais incontroláveis, relativamente a questões de saúde, higiene, simetria ou perfeição. Este tipo de comportamentos, interferem nas atividades diárias, causando enorme desconforto e sofrimento.

Estes comportamentos repetitivos, atípicos, ideias irracionais e rituais incontroláveis, são denominados de compulsão, sendo originados por pensamentos persistentes e, a pessoa não os consegue evitar são denominados de obsessão.

As compulsões são comportamentos ou actos repetitivos e voluntários. A pessoa tem este tipo de comportamentos para reduzir a ansiedade ou para diminuir o mal-estar, provocado por uma obsessão, por forma a prevenir alguma circunstância que receia.

A Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo que se utiliza para anular determinada obsessão. Exemplos disso são, o lavar as mãos frequentemente, verificar repetidamente se não esqueceu de fazer alguma coisa, voltar atrás para verificar se deixou o carro fechado, as luzes acesas, a torneira aberta. Estes comportamentos só são considerados compulsivos, se a pessoa tiver necessidade de os repetir inúmeras vezes para ter a certeza que fez o pretendido ou quando existe algum comportamento ritualizado sem razão aparente para existir, pode ser considerada Perturbação obsessivo-compulsiva, no caso de prejudicar vida da pessoa no dia-a-dia.

As obsessões tendem a aumentar a ansiedade, inversamente, a ansiedade diminui quando a pessoa realiza as compulsões. É por este motivo, que quando a pessoa não realiza a compulsão a sua ansiedade aumenta. Apesar da pessoa reconhecer que tanto a compulsão, como a obsessão são irracionais e que as mesmas fogem ao seu controlo e vontade, causam enorme sofrimento, influenciando a sua rotina, o seu trabalho e os seus relacionamentos interpessoais.

A compulsão cria atitudes e comportamentos conscientes, mas incontroláveis. A própria pessoa percebe que não têm sentido, no entanto, não os consegue controlar. Existem algumas compulsões em que a pessoa na presença de outras pessoas consegue ter esse controlo mas, quando está sozinha não. Muitas vezes a pessoa esconde as suas ideias ou comportamentos por vergonha e fica com receio de estar a ficar perturbada.

A Perturbação obsessivo-compulsiva pode desenvolver-se em crianças ou em adultos. Ocorre tanto em homens como em mulheres. Os sintomas podem permanecer durante muitos anos, alternando entre períodos de crise e períodos normais.

É uma das perturbações da ansiedade que causa desgaste físico, intelectual e emocional  mas, pode ser eliminada com uma intervenção precoce, no momento em que ocorrem os primeiros sintomas. Se suspeita que sofre de Perturbação obsessivo-compulsiva, não hesite em pedir ajuda, porque a perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva. A psicoterapia é necessária e muitas vezes existe necessidade de recorrer a medicação. 

10 Indicadores de perturbação obsessiva-compulsiva

1.Verifica repetidamente aquilo que faz? Por exemplo volta atrás para verificar se deixou o carro fechado, as luzes desligadas ou alguma torneira aberta.

2.Habitualmente tem pensamentos insistentes, apesar de não existir motivo aparente?

3.Quando tem alguns pensamentos causam-lhe incómodo e por mais que deseje, não os consegue evitar?

4.Quando tem determinado pensamento, faz alguma coisa em particular para reduzir o incómodo sentido ou tem algum ritual especifico?

5.A sua ansiedade aumenta quando tem alguns pensamentos específicos?

6.Costuma repetir alguns comportamentos sem ter motivo aparente?

7.Tem rituais de higiene? Por exemplo, lava as mãos muitas vezes e sem necessidade.

8.Tem consciência que demora muito tempo a realizar as tarefas no seu dia-a-dia?

9.Tem necessidade de ter tudo organizado em casa e no trabalho?

10.Incomoda-o se os objetos não estão no lugar adequado e/ou em simetria?

Se respondeu afirmativamente a estas questões, procure ajuda especializada, porque pode estar a desenvolver uma perturbação obsessiva-compulsiva    

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O que é o stress - como eliminá-lo?



Uma expressão muito utilizada nos dias de hoje, sendo uma das doenças mais graves na sociedade em que vivemos. Mas é importante referir que o stress é uma das funções vitais do organismo.

O stress é uma indicação de alarme do nosso organismo perante o perigo, no qual as glândulas supra-renais aumentam a produção de adrenalina que provoca a contração dos músculos e reduz os tempos de reação, essencial para a sobrevivência.

Quando os acontecimentos que geram stress permanecem, a pessoa sente mal-estar e cansaço físico que afectam a sua saúde. Os sintomas de stress são muitos e diversificados e no começo podem parecer benignos, mas se não forem diagnosticados e tratados, prejudicam gravemente a saúde.

Como perceber se sofre de stress?

É essencial perceber os sinais característicos do stress, em si próprio e no ambiente em que vive.

Cansaço – Sensação de ao acordar, de sentir que não descansou o suficiente. Este sintoma não deve ser negligenciado.

Relações interpessoais difíceis – A pessoa sente pouca tolerância no contacto com as outras pessoas, evita estar com os amigos, mas sente-se só. Os seus relacionamentos vão-se tornando pouco saudáveis.

Desânimo – A pessoa tem dificuldade em enfrentar as situações do dia-a-dia, não consegue resolver os problemas e muitas vezes tenta, mas não consegue sair da situação em que se encontra.
Sente-se desanimada ao lidar com qualquer obstáculo, tem atitudes que não eram habituais. Não tem iniciativa para nada e tenta evitar qualquer situação frustrante, como tal, esquiva-se de tudo o que a possa conduzir a uma contrariedade, isolando-se cada vez mais, o que só vai agravando o seu estado depressivo.

Causas do stress:

*A pessoa sente uma sensação de impotência perante determinadas adversidades, os conflitos com as pessoas à sua volta começam a ser frequentes;

*Vai acumulando as coisas que tem para fazer, seja por sentir cansaço ou pela pouca motivação para fazer tarefas. Consequentemente, vai-se sentindo impotente, por não conseguir dar conta de tudo o que tem para fazer.

Sintomas e consequências:

Insónia; dores de cabeça frequentes; problemas gástricos; ansiedade, tristeza; maior transpiração; impotência sexual; asma, ataques de pânico, depressão...


3 Formas de reduzir o stress

1.Consciencialização – Estar atenta aos sinais de alarme que o corpo transmite é importante, por forma a evitar que os sintomas do stress aumentem. É essencial compreender o que está acontecer na vida da pessoa, para poder perceber o que está a causar esses os sintomas.
Esta tomada de consciência permite a analisar a situação e manter o foco na eliminação dos estímulos causadores de pressão e arranjar estratégias para que se possa diminui-los.

2.Analisar a situação – Perceber quais as situações que contribuem para  elevar o nível stress e atuar na redução dos sintomas.

3.Compensação – Avaliar o estilo de vida da pessoa para modificar os pensamentos e atitudes que estão a desencadear stress.

Realizar um diagnóstico é importante, quando não se está a controlar os sintomas, porque o nível de stress vai aumentando sem parar, sem retrocessos se a pessoa não fizer nada para mudar ou não procurar tratamento. Irá sentir-se cada vez pior e, o seu estado piorará ao longo dos dias. Quanto mais tempo deixar andar, mais difícil é conseguir ultrapassar a situação em que se encontra.

Analisar quais foram os acontecimentos que contribuíram para o seu estado de stress, é a primeira etapa, para que seja reposto o bem-estar. 

É necessário que a pessoa procure acompanhamento quando apresenta alguns destes sintomas físicos há pelos menos 3 meses. 
As queixas não devem ser negligenciadas, porque se não forem eliminadas podem dar origem a doenças. Deve prevenir em vez de remediar.




Burnout é um conjunto de sintomas que estão relacionados com o excesso de trabalho.

Sintomas frequentes:
Problemas digestivos; dores de cabeça; insónias; tristeza; desmotivação laboral e depressão.

Como prevenir - Burnout?

*Passe mais tempo com as pessoas efectivamente significativas;

*Fale dos seus problemas a alguém da sua confiança;

*Inscreva-se em actividades que goste;

*Hábitos de alimentação saudáveis;

*Faça exercício físico com regularidade, incluindo alguns de relaxamento;

*Estabeleça prioridades na organização de tarefas para não criar expectativas irrealistas;Chegar ao estado de Burnout é sentir tensão emocional e stress profissional crónicos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Diferença entre depressão e tristeza




A Depressão é muitas vezes confundida com um sentimento de tristeza. As diferenças são essenciais para a sua identificação. Os limites entre tristeza e depressão são enormes, mas nem sempre fáceis de perceber.

A tristeza é um sentimento que todos sentimos e a sua frequência depende das características pessoais de cada um. Na depressão o humor é depressivo e a tristeza intensa, existindo incapacidade para sentir prazer, existindo sintomas associados, como o sofrimento elevado e limitações nas atividades sociais ou da realização de tarefas vitais para a saúde, como dormir ou alimenta-se corretamente.

A tristeza e alguns estados de humor depressivos, aparecem em muitos momentos, mas é de curta duração. É sentimento benéfico que ajuda a lidar com as vicissitudes da vida. Aparece como reação adequada a problemas pessoais, em situações que envolvem perda, frustração, desapontamento, fracasso ou rejeição. Tais como, morte de um ente querido,  desemprego, divórcio, stress laboral.

Nestes períodos breves as pessoas, passam por uma fase difícil de muita angústia e sofrimento, que pode durar um determinado período de tempo, em média cerca de 3 meses. Após esse tempo o sentimento de tristeza vai diminuindo e, a pessoa começa a aceitar o que aconteceu e aos poucos vai aos poucos recuperando o ritmo normal. Os sintomas vão-se diluindo subtilmente, sem a pessoa perceber.

Mesmo assim, podemos considerar a tristeza ou o humor depressivo como um tempo de transição, em que a pessoa tem de se adaptar à nova realidade e às mudanças inerentes, fazem parte do nosso desenvolvimento pessoal.

A depressão não é uma situação de tristeza, mau humor ou desânimo prolongada. Os sintomas de depressão, iniciam-se quando a pessoa continua a sentir tristeza durante muito mais tempo, aparecendo sentimentos de desesperança e de indiferença, apatia em relação ao que se passa à sua volta, não evidenciando perspetivas de vida.

A reação para lidar com os sintomas depressivos é diferente de pessoa para pessoas, dependendo das características de personalidade de cada individuo. A depressão é doença grave e, por isso deve ser procurado tratamento. A depressão pode ser classificada como, leve, moderada ou grave.

Sinais mais relevantes na distinção de tristeza e depressão:

- A tristeza é um sentimento importante para ajudar a avaliar objetivos de vida de cada pessoa.

-Todas as pessoas sentem tristeza, é um sentimento interno ao ser humano. É a falta de satisfação pessoal quando a pessoa enfrenta vicissitudes. 

- A depressão cria internamente sentimentos de raiva, revolta e vingança canalizados para si própria. É uma tentativa de exteriorizar sentimentos hostis que permanecem em si. 

-A tristeza é como uma rejeição na aceitação do sucedido, é uma fase de negação, interferindo no amor-próprio. Sendo o tempo entre a aceitação e a rejeição ao lidar com as adversidades que gera níveis mais leves ou mais intensos de tristeza. 

A depressão pode não ser sempre visível para as pessoas, mesmo quando se trata de uma depressão grave, mas pode ter consequências trágicas, como o suicídio e, como tal deve ser tratada.

Está comprovado que a tristeza e a  depressão ligeira podem até ser úteis na  concepção de soluções e pouco beneficiam com medicação, será necessário efetuar um diagnóstico ou tratamento?

Os antidepressivos têm vários efeitos secundários tanto a curto como a longo prazo. Recear-se até que a toma de antidepressivos possa influenciar a criatividade, potencie a repetição de perturbações do humor ou de quadros depressivos.

A psicoterapia permite melhorar o auto conhecimento e assim aprende a lidar melhor com as situações, devido à criação de recursos para enfrentar as adversidades com que se depara no seu dia-a-dia.

No diagnóstico da depressão é importante analisar vários sintomas

Sintomas psicológicos: Tristeza intensa, angústia, astenia, culpabilidade, dificuldade em tomar decisões, problemas de concentração, auto-desvalorização e, não conseguir retirar prazer nas atividades que anteriormente considerava prazerosas.

Sintomas fisiológicos: Alterações do apetite e do sono, alterações do apetite, redução do interesse sexual, labilidade fácil. Alterações motoras- agitação ou lentidão de movimentos. E, comportamentais- isolamento social, pensamentos de suicídio.

No diagnóstico de quadros depressivos devem também ser avaliados, se os sintomas derivam de doenças, de perturbações, da utilização de drogas, do consumo de medicamentos ou de fatores hormonais.